quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

“Antes de falar mal de alguém, morda a língua bem forte”

Receita bem prática do Papa Francisco para evitar falar mal do próximo

El Papa Francisco

 Quando você sentir a tentação de dizer algo contra um irmão, uma irmã, de jogar uma bomba de fofoca, então morda a língua, mmmm, bem forte!, recomendou o Papa Francisco, ao receber em audiência os participantes do jubileu da vida consagrada.

O Papa recordou que o primeiro próximo é aquele que está ao nosso lado, aquele que convive conosco.
“Uma maneira de afastar os irmãos e irmãs é precisamente o terrorismo das fofocas. Quem fofoca é um terrorista, porque joga bombas com as palavras” contra os outros. “Quem faz isso destrói, como uma bomba.”
O Pontífice citou as palavras do apóstolo Tiago: “dominar a língua”.
“O apóstolo são Tiago dizia que talvez a virtude mais difícil, a virtude humana e espiritual mais difícil de ter, é aquela de dominar a língua. Se te vier a vontade de dizer algo contra um irmão ou uma irmã, de lançar uma bomba de mexericos, morde a tua língua! Forte! Terrorismo na comunidade, não!”, exclamou.
Mas o que fazer ao encontrar um defeito ou algo a ser corrigido em alguém? O Papa ensinou que é melhor dizer à pessoa diretamente, com palavras como “você tem esta atitude que me incomoda”, por exemplo.
Outra maneira é comentar o defeito com alguém que possa realmente resolver o problema, sem fofocas.
No contexto do Ano Santo da Misericórdia, o Papa recordou: “Se, neste Ano da Misericórdia, cada um de vós conseguisse nunca ser o terrorista mexeriqueiro ou mexeriqueira, seria um sucesso para a Igreja, um grande sucesso de santidade! Tende coragem! Proximidade”.

Fonte: Aleteia

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Deus ou investimento de renda fixa?
“Mas por que aconteceu isso comigo se eu procuro fazer tudo o que Deus quer?”: se você já pensou dessa maneira alguma vez, precisa ler isso
Saving money concept,Male hand putting money coin stack growing business © Singkham / Shutterstock - pt
Ultimamente, tenho ficado impressionada com uma certa atitude conhecida por alguns como “teoria” ou mesmo “teologia retributiva” no relacionamento com Deus, também entre os católicos. A cada pregação, nos mais diversos locais do Brasil – nos outros países não sinto tão forte este fenômeno – alguém apresenta, de uma forma ou de outra, a seguinte pergunta: “Mas por que aconteceu isso comigo se eu procuro fazer tudo o que Deus quer?” e, a seguir, descreve como vai à missa e reza o terço diariamente, como socorre os pobres, como vai regularmente às reuniões da paróquia, como se confessa uma vez por mês, etc.
Outros, que enfrentam, como a quase totalidade dos brasileiros, desafios financeiros, colocam as coisas mais claramente: “Mas, porque é que eu estou com dificuldades se eu sou fiel ao dízimo todos os meses? A Bíblia não promete que se eu for fiel ao tributo do templo Deus vai ser fiel a mim?” Há ainda aqueles que, servindo a Deus com alegria e fidelidade na paróquia, grupos, encontros, comunidades, espantam-se e sentem-se inseguros quando morre um parente, a filha solteira engravida, o filho entra na droga, o cônjuge adultera, os familiares abandonam a Igreja: “Mas eu cuidei das coisas de Deus confiando que ele cuidaria das minhas! Como é que isso pode ter acontecido?” Ao grupo de decepcionados com as “atitudes” de Deus, somam-se os que exclamam, ressentidos: “Mas eu entreguei toda a minha vida a Deus! Consagrei-me a Ele! Por que Ele não me liberta deste pecado? Por que ainda tenho este vício? Por que ainda convivo com esta fobia? Por que continuo deprimido? O que me falta ainda dar a Deus? Você acha que é minha pouca fé?”
Cada vez que ouço algo parecido me vem uma lembrança e uma perplexidade. A lembrança é a de Maria, aos pés da cruz de Jesus, sustentada pela caridade que a une ao Filho, pela fé de que Deus é sempre amor e pela esperança da ressurreição que Ele prometera. A perplexidade refere-se ao tipo de formação que talvez alguns tenham recebido. Terá ela sido verdadeiramente católica, ou traz resquícios da tal teologia retributiva que reduz nosso relacionamento com Deus ao “dai-e-dar-se-vos-á”, típico de algumas visões não católicas?
Será que estamos ensinando que tudo o que damos a Deus e o que “fazemos por Ele” tem como base essencial a gratuidade do amor? Será que estamos ensinando que o amor é, por essência, gratuito e que, ao nos entregarmos a Deus, ao servi-Lo, ao devolver o tributo, ao nos consagrarmos não temos nenhuma garantia de que as coisas vão ser como queremos ou pensamos que seriam? Será que deixamos claro que Deus, longe de ser um investimento de renda fixa, com retorno garantido, é Amor que corre todos os riscos por nós? Será que ensinamos que Deus não dá nenhuma garantia de retorno como nós pensamos que Ele deveria dar?
Ou, talvez, estejamos ensinando – e crendo! – que, se eu der dinheiro à paróquia Deus me dará o dobro; se eu servir à Igreja, Deus me servirá; se eu fizer tudo “certinho” Deus vai fazer com que tudo dê “certo” comigo e com os meus; se eu consagrar minha vida a Deus, tenho garantia de libertação e santidade, em uma negociação infindável de fazer inveja ao título mais promissor do mercado…
Ao olhar a vida dos santos, de Maria e do próprio Jesus, qualquer um ficaria facilmente desencantado com as ideias retributivas que empeçonham a mente de um católico, impedindo-o de ter a mente de Cristo. Tome-se, por exemplo, São Paulo: perseguições, apedrejamentos, naufrágios, falatórios, julgamentos, calúnias, prisões e morte. São Pedro não será muito diferente! Nem Jesus. Nem Maria. Nem Madre Teresa de Calcutá. Nem João Paulo II.
Alguém tem que voltar a ensinar que o amor a Deus, para ser amor, precisa ser absolutamente gratuito, sem nenhuma garantia de retorno. Pelo menos, não na nossa moeda, não na nossa medida.  O “dai e dar-se-vos-á”, a “medida boa, cheia, recalcada, transbordante” são um outro câmbio, uma outra moeda, a moeda do céu, que é sempre amor.
Via aleteia
 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

10 dicas para quem está em depressão

Vale a pena lutar com determinação e persistência

Alone thoughtful sadness girl is sad at the window
A seguir, serão listadas dez dicas básicas para aqueles que sofrem com a tão preocupante depressão. São dicas que com certeza devem fazer parte da vida de qualquer pessoa, independente do transtorno psicológico que ela está enfrentando.
Vale ressaltar que não existem regras nem fórmulas preparadas que garantam a melhora da depressão. De nada adiantam todas as dicas, remédios e terapias, se a pessoa não está verdadeiramente estimulada e preparada para vencer a doença. O processo é difícil, doloroso e muitas vezes, desanimador, por isso é de suma importância ter grande determinação e persistência.
1: Pense no seu bem-estar
Isso não quer dizer que você deva virar um egocêntrico, mas que você precisa dar um pouco mais de atenção para a sua vida, para você e para tudo aquilo que acontece à sua volta. Não menospreze nada que faça parte de você. Cuide-se.
2: Faça o que você ama e, acima de tudo, aprenda novas coisas
Você precisa ocupar seu tempo com coisas que lhe agradam – música, livros, esportes, filmes, amigos – e que lhe façam pensar em coisas boas e agradáveis. Mas não se prenda a isso. Vá explorar novas oportunidades e aprender novas habilidades – tocar um instrumento, aprender uma nova língua –que com certeza lhe trarão muita alegria e sentimentos de satisfação.
3: Não tenha medo de errar
Ou não pense que tudo aquilo que você faz é errado. Confie mais em si mesmo e arrisque mais. Ninguém é perfeito. As pessoas erram a todo momento. A diferença entre elas é que algumas nem reconhecem que erraram e fingem que nada aconteceu, enquanto outras – como é o seu caso- se culpam e ficam desanimadas consigo mesmas. Você deve reconhecer o erro e ver o que pode fazer para não repeti-lo. Aprenda e aceite que errar é humano. Você é um humano.
4: Não se culpe por tudo
Essa dica se relaciona um pouco com a dica anterior. É a velha história de que errar é humano. E é mesmo. Então para que se culpar? Quando nos arrependemos de verdade de um erro, podemos contorná-lo e seguir em frente. Sempre haverá novas chances para aqueles que se arrependem, reconhecem e, acima de tudo, aprendem com seus erros. Cada queda que levamos serve para nos ensinar novas lições. Se culpar é o mesmo que envenenar a própria alma. Esse sentimento só nos mata aos poucos.
5: Pense positivo e se prepare para o pior
Essa dica é importante, porque a depressão promove sentimentos muito negativos e desanimadores. Não ceda a tais sentimentos. Sei que não é fácil. Você precisa cultivar bons pensamentos e se preparar para o pior, afinal nem sempre tudo ocorre como imaginamos. Ter esperanças, mas estar preparado para o retorno negativo, nos ajuda a ser muito mais resilientes, ou seja, a superar muito melhor qualquer perda ou trauma que possa ocorrer na nossa vida.
6: Não leve a sério tudo o que dizem
Aprenda com as críticas. Geralmente, quem está numa crise tende a dar ouvidos a tudo o que as pessoas dizem. Se abalam facilmente e não podem ouvir nenhuma crítica que desabam ainda mais. Tenha consciência de uma coisa: Nem tudo o que os outros dizem realmente tem valor. Muitos só querem te prejudicar ainda mais. Seja mais autoconfiante. E quando receber críticas, analise com calma e veja se tem fundamento. Existem críticas que realmente vem para o nosso benefício. Só nos cabe aceitá-las e corrigi-las para que possamos nos tornar pessoas cada vez melhores.
7: Aceite desafios
Saia da sua zona de conforto. Sei que é muito bom sentir segurança, mas é necessário nos permitir correr riscos, fazer coisas novas, experimentar novos sabores, viver novas experiências. Quando saímos da zona de conforto, percebemos o quão somos capazes de crescer e evoluir. Deixamos de ter aquele medo e aquela crença de que não somos capazes. Por que somos sim.
8: Esqueça os padrões que a sociedade impõe
Você sabe o que é melhor para você.
9: Ria mais de si mesmo
Deixe de ficar se autocriticando e achando que deveria ser perfeito. Esqueça a perfeição. Olhe para si mesmo e para suas trapalhadas e aprenda a rir disso. Garanto que a vida se tornará muito mais leve.
10: Ame
Permita-se amar. Não se isole em seu próprio mundo. Existem tantas pessoas esperando um minuto que for para estar com você. Ame. Ame e ame.

(via Psiconlinews)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Por que a Semana Santa muda de data todos os anos?

Uma pergunta que todo católico precisa saber responder

Moon

Como é importante para os cristãos celebrar, viver e prolongar na vida a presença real do Senhor na liturgia! A liturgia permite celebrar os mistérios da vida de Jesus ao longo do ano, tendo sua ressurreição como eixo. Esse ano é conhecido como ciclo ou ano litúrgico.
O ano litúrgico é regulado entre a data móvel da Páscoa (segundo o ciclo lunar) e seu início, também móvel, relacionado com o Natal.
O Natal é celebrado durante o solstício de inverno do hemisfério norte (segundo o ciclo solar), convertendo a celebração popular pagã do nascimento do sol invicto na celebração do nascimento de Jesus.
Mas por que a Semana Santa muda de data todo ano? Porque muda a data da festa da Páscoa. E a data da festa da Páscoa de ressurreição é móvel porque está ligada à páscoa judaica.
O povo judeu celebrava a páscoa, chamada também de “Festa da Liberdade”, comemorando o fim da escravidão e sua saída do Egito. Segundo o judaísmo, os hebreus devem celebrar todos os anos a festa da páscoa durante uma semana inteira, entre os dias 14 e 21 do mês de Nissan – dias que começam com a primeira lua cheia da primavera.
O mês de Nissan é o primeiro mês do calendário hebraico bíblico (Êx 12, 2), porque nesse mês o povo de Israel saiu do Egito. Tal mês cai entre os dias 22 de março e 25 de abril.
A festa da páscoa era fixada com base no ano lunar, e não no ano solar do calendário civil. Recordemos que, nas antigas civilizações, empregava-se o calendário lunar para calcular a passagem do tempo.
Por que os judeus celebram sua páscoa com a primeira lua cheia da primavera? Porque havia lua cheia na noite em que o povo judeu saiu do Egito, e isso lhe permitiu fugir à noite sem ser descoberto pelo exército do Faraó, ao não depender de lâmpadas.
Mas o que a páscoa judaica tem a ver com a Páscoa cristã?
Na Última Ceia, realizada na Quinta-Feira Santa, os apóstolos celebraram com Jesus a páscoa judaica, comemorando o êxodo do povo de Israel, guiado por Moisés. Com isso, temos a certeza de a primeira Quinta-Feira Santa da história era uma noite de lua cheia.
E é por isso que a Igreja coloca a Quinta-Feira Santa no dia de lua cheia que se apresenta entre os meses de março e abril. Então, a data da Semana Santa depende da lua cheia.
Esta mobilidade afeta não somente as festas relacionadas à Pascoa, mas também o número de semanas do Tempo Comum; são as chamadas festas móveis, que variam todos os anos, juntamente com a solenidade da Páscoa, da qual dependem.
Antigamente, a Páscoa era celebrada exatamente no mesmo dia da páscoa judaica; mas uma decisão do Concílio de Niceia (ano 325) determinou que a Páscoa cristã fosse celebrada no domingo (o domingo posterior à primeira lua cheia primaveral do hemisfério norte).

FONTE: ALETEIA

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

As exigências do Pai-Nosso

Crer que Deus é nosso Pai tem consequências enormes para toda a nossa vida, e exige de nós algumas atitudes

Single mother and her son having a devotional outdoors. Praying for the city with instagramesque effect
Sabemos que esta é a “Oração perfeita”, pois saiu do coração de Jesus quando um dos discípulos pediu-lhe que os ensinassem a rezar (Lc 11,1). São sete pedidos perfeitos ao Pai. Saudamos a Deus como Pai – uma ousadia de amor – e lhe fazemos três pedidos para a Sua Glória e realização de Sua santa vontade, e mais quatro pedidos para nossas necessidades.
O Pai-Nosso é o resumo de todo o Evangelho, como disse Santo Agostinho, “Percorrei todas as orações que se encontram nas Escrituras, e eu não creio que possais encontrar nelas algo que não esteja incluído na Oração do Senhor”.
No Sermão da Montanha e no Pai-Nosso a Igreja ensina que o Espírito Santo dá forma nova aos nossos desejos, o que anima a nossa vida. De um lado Jesus nos ensina uma “vida nova”, por palavras, e por outro lado nos ensina a pedi-la ao Pai na oração, para a podermos viver.
É a oração dos filhos de Deus, que deve ser rezada com o coração, na intimidade com o Pai, para que se torne em nós “espírito e vida”. Isto é possível porque o Pai enviou aos nossos corações o Espírito do Seu Filho que clama em nós Abba, Pai. (Gal 4,6), e nos fez seus filhos adotivos em Jesus Cristo.
De pecadores que somos, mas perdoados em Cristo, podemos levantar os olhos para o Pai e dizer “Pai-Nosso”.
Crer que Deus é nosso Pai tem consequências enormes para toda a nossa vida, e exige de nós algumas atitudes:
1 – Conhecer a majestade e a grandeza de Deus. “Deus é grande demais para que o possamos conhecer”(Jó 36,26). Santa Joana D`Arc disse, “Deus deve ser o primeiro a ser servido”.
2 – Viver em ação de graças. Tudo o que somos e possuímos vem Dele. “Que é que possuis que não tenhas recebido?”(1Cor 4,7). “Como retribuirei ao Senhor todo o bem que Ele me fez?”(Sl 116,12).
3 – Confiar em Deus em qualquer circunstância, mesmo na adversidade. “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo”(Mt 6,33).
4 – Conversão continua e vida nova. Desejo e vontade de assemelhar-se a Ele, pois fomos criados a sua semelhança.
5 – Se comportar como filho e não como mercenário que age por interesse ou escravo que obedece por temor.
6 – Contemplar sem cessar a beleza do Pai e deixá-la impregnar a alma.
7 – Cultivar um coração de criança, humilde e confiante no Pai, pois é aos pequeninos que Ele se revela.
8 – Conversar com Deus como seu próprio Pai, familiarmente, com ternura e piedade.
9 – Ter a esperança de alcançar o que lhe pede na oração. Como Ele pode nos recusar alguma coisa se nos aceitou adotar como filhos.
10 – Conhecer a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens, todos criados a imagem e semelhança de Deus (Gen 1,27).
11 – Desapegar-se das coisas que nos desviam Dele. “Meu Senhor e meu Deus, tirai de mim tudo o que me afasta de vós. Meu Senhor e meu Deus, dai-me tudo que me aproxima de vós. Meu Senhor e meu Deus, desprendei-me de mim mesmo para doar-me inteiramente a vós.” (S. Nicolau de Flue).
O Pai nos ama tanto que não nos quer perder de forma alguma para os deuses falsos que querem lhe roubar a glória e o nosso coração. Por isso o Pai nos corrige com “correção paterna”(cf. Hb 12,4s). Nem sempre entendemos os seus mistérios, mas Ele sabe o que precisamos e conduz a nossa vida com amor.
Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja disse, `Tudo procede do amor, tudo está ordenado a salvação do homem, Deus não faz nada que não seja para esta finalidade”.

(via Felipe Aquino)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Oração de cura para o coração triste

Deus, fonte da verdadeira felicidade, quer nos ver alegres

mirada triste - pt
O Papa Francisco nos fala constantemente da alegria:
 

“O coração do homem deseja a alegria. Todos desejamos a alegria, cada família, cada povo aspira à felicidade. Mas qual é a alegria que o cristão está chamado a viver e a testemunhar?

É a que vem da proximidade de Deus, da sua presença na nossa vida. Desde quando Jesus entrou na história, com o seu nascimento em Belém, a humanidade recebeu o germe do Reino de Deus, como um terreno que recebe a semente, promessa da colheita futura. Não é preciso continuar a procurar noutra parte! Jesus veio trazer a alegria para todos e para sempre!” (Ângelus, 14 dez 2014)

Mas às vezes experimentamos a tristeza em nossa vida e não sabemos como enfrentá-la.

Sabendo que Deus nos quer alegres e que a tristeza é uma ferramenta do demônio para levar-nos a pecar, precisamos buscar combater essa tristeza em todo momento. Para isso, a Bíblia nos oferece o segredo da sabedoria: "Alguém entre vós está triste? Reze!" (São Tiago 5, 13).

A verdadeira alegria nos vem de Deus, e precisamos recorrer a Ele em oração, pedindo-lhe que nos ajude a restaurar nosso coração ferido. Apresentamos, a seguir, uma poderosa oração de cura da tristeza:

ORAÇÃO

Senhor Jesus,
tu conheces a minha tristeza,
essa tristeza que invade meu coração,
e sabes a origem dela.
Hoje me apresento a ti
e te peço, Senhor, que me ajudes,
pois já não posso continuar assim.

Sei que tu me convidas a viver em paz,
com serenidade e alegria,
inclusive em meio às dificuldades cotidianas.
Por isso, eu te peço que coloques tuas mãos
nas feridas do meu coração,
que me fazem ser tão sensível aos problemas,
e me libertes da tendência à tristeza e à melancolia,
que tomam conta de mim.

Hoje te peço que tua graça restaure a minha história,
para que eu não viva escravizado
pela lembrança amarga
dos acontecimentos dolorosos do passado.
Como eles já passaram,
não existem mais,
eu te entrego tudo aquilo por que passei e sofri.

Quero perdoar-me e perdoar,
a fim de que a tua alegria comece a fluir em mim.

Eu te entrego as tristezas unidas às preocupações
e aos temores do amanhã.
Esse amanhã tampouco chegou e,
por isso, só existe na minha imaginação.
Devo viver somente o hoje,
e aprender a caminhar na tua alegria no momento presente.

Aumenta minha confiança em ti,
para que minha alma cresça em júbilo.
Tu és Deus e Senhor da história e da vida,
das nossas vidas.
Por isso, toma a minha existência
e a das pessoas a quem amo,
com todos os nossos sofrimentos,
com todas as nossas necessidades,
e que, com a ajuda do teu poderoso amor,
cresça em nós a virtude da alegria.
Amém.


Fonte: Aleteia

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Formas – não tão evidentes – de abandonar seus filhos

Seus filhos precisam de você muito mais do que você imagina

child
Abandonar um filho quando ele mais precisa dos pais significa deixá-lo sem atenção e cuidado, sem o amparo e proteção de que precisa, causando danos talvez irreparáveis em seu ser.
Alguns pais recorrem a elaborados mecanismos de justificação, e quanto mais o fazem, mais endurecem seu coração à verdade de estar cometendo uma ação inumana, pela qual rejeitam assumir com plenitude o amor ao maior dos dons.
Esta é a mais vil manifestação do egoísmo e covardia de quem é incapaz do amor verdadeiramente pessoal.
Muitos pais jamais abandonariam um filho na porta de uma casa qualquer. Mas existem muitas formas de abandono que não costumam ser evidentes e que já adquiriram aceitação em muitas consciências.
Tais formas de abandono têm uma história em comum: gerar os filhos foi a parte fácil, mas sua criação, que exige educação com amor de abnegação e sacrifício, dura muitos anos. E é nesta fase que pode acontecer o maior abandono.
Algumas formas de abandono:
– Quando A Sra. e o Sr. Sucesso Profissional não têm tempo pessoal para seu filho, dada sua importante “autorrealização”, já que “tempo é dinheiro” e não dá para pensar nos outros. Então apelam ao famoso “tempo de qualidade”, enchendo os filhos de presentes, pagando colégios de tempo integral etc.
– Quando o tempo dos filhos é dedicado à academia, às reuniões sociais, enquanto os filhos ficam à mercê da internet, televisão ou babá.
– Quando se deixa os filhos o final de semana inteiro com os avós, “porque cuidarão bem deles e os amam muito”.
– Quando se deixa o filho o dia todo com os avós de maneira constante, “porque cuidam bem dele e o amam muito”.
– Quando se envia o filho adolescente para estudar fora do país durante anos, para evitar os problemas desta fase, e dando mais prioridade à aprendizagem de um idioma novo do que ao acompanhamento nesta etapa tão crucial da vida.
– Quando o filho se torna somente o cartão de visitas dos pais, que condicionam sua aceitação a que seja um aluno brilhante.
– Quando os pais se esquecem que a verdadeira educação acontece no ser dos filhos, e a medem apenas pelos resultados no ter, saber e fazer. Quando se negam a escutar, compreender e comunicar-se com os filhos, para ajudá-los a dirigir sua vida com plena liberdade.
– Quando os pais em conflito usam os filhos como luvas de boxe em suas frequentes brigas.
– Quando os pais se divorciam e tratam o tema da guarda dos filhos como se discutissem pela casa ou pelo carro, sem considerar o grande dano que lhes causam.
– Quando os filhos se tornam uma válvula de escape da pressão que os pais sentem diante das provações da vida, sendo então violentados, humilhados.
– Quando os pais desconhecem que seu maior valor é saber amar, acolhendo o filho somente por ele ser quem é, porque é esse amor que estrutura a personalidade do filho, mediante a identificação e as experiências vividas com seus pais.
Porque, para bem ou para mal, os pais serão sempre a principal referência da identidade dos filhos.

Fonte: Aleteia