quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Você toma decisões por medo ou por amor?

A pergunta que não quer calar: você pretende controlar sua vida ou confiar em Deus?

Star_wars
Às vezes deixo de fazer as coisas por achar que não é a hora certa, ou porque me dá medo de errar na tentativa. Às vezes paro e deixo de lutar, de amar, de me entregar.
Em um ato egoísta, penso em mim, nos meus planos, nos meus desejos. Olho para mim, para as minhas necessidades, para o que me falta, para o que me alegra.
Tenho receio de que minhas ações não se tornem realidade por causa do medo da vida. Me dá medo perder aquilo por que anseio, perder o que tenho. O medo às vezes nos acorrenta.
Em um momento da saga Star Wars, o Mestre Yoda diz a Anakin: “O medo é o caminho para o lado negro. O medo leva a raiva, a raiva leva ao ódio, o ódio leva ao sofrimento”.
O medo que temos pode nos levar à raiva, a lutar para não perder o que amamos. O medo pode nos fechar em nós mesmos e pode acabar provocando aquilo que mais tememos.
É verdade, gostaríamos de ser poderosos como Deus, ser como deuses. Poder controlar a vida e a morte. Mas somos frágeis. Somos dependentes de um Deus que nos ama e nos conduz. Temos medo e muitas vezes não somos livres para amar.
O medo de perder o que mais ama, a vida da sua esposa, leva Anakin a evitar sua morte usando qualquer método. Ele quer ter poder para salvar sua vida, para que nunca morra.
Na verdade, o coração deseja um amor eterno, uma vida eterna. É assim que Anakin passa para o lado negro, achando que dessa maneira possuiria um conhecimento mais profundo da vida e da morte.
O medo o leva à raiva, e a raiva o afasta daquela a quem tanto ama. E então, ao passar para o mal, provoca a morte da sua mulher, que já não quer continuar vivendo.
Sempre que penso nesse momento do filme, vejo a força das nossas escolhas. Optar pelo bem ou pelo mal. Querer controlar a vida e a morte ou confiar em um Deus que nos conduz.
O que escolhemos nos forma e nos transforma. Nos torna melhores ou piores pessoas. Nossas decisões marcam quem somos e o que podemos chegar a ser.
Mas o medo muitas vezes decide nossas escolhas. Então reflita: como você lida com seus medos ao pensar no futuro? O que você tem mais medo de perder? Você confia em um Deus misericordioso que ama você com loucura e jamais deixará seus passos se perderem?…

Fonte: Aleteia

terça-feira, 19 de janeiro de 2016


Papa: não há Santo sem pecado, nem pecador sem futuro

“Nós somos tantas vezes escravos das aparências, escravos das coisas que aparecem e nos deixamos levar"

Pope Francis - general audience - Paul VI Hall - Vatican, Wednesday, Jan. 13, 2016
Deus não fica nas aparências, mas vê o coração. Foi o que afirmou Francisco na missa matutina na Casa Santa Marta nesta terça-feira (19/01), centralizada na primeira Leitura, que narra a eleição do jovem Davi como rei de Israel. O Papa destacou que também na vida dos Santos há tentações e pecados, como demonstra a própria vida de Davi, mas jamais se pode usar Deus para vencer uma causa própria.

O Senhor vê o coração, não fica nas aparências
O Senhor rejeita Saul “porque tinha o coração fechado, não havia obedecido ao Senhor” e pensa, portanto, em escolher outro rei. Uma escolha distante dos critérios humanos, já que Davi era o menor dos filhos de Jessé, um rapaz. Mas o Senhor faz entender ao profeta Samuel que para ele não conta a aparência, “o Senhor vê o coração”:
“Nós somos tantas vezes escravos das aparências, escravos das coisas que aparecem e nos deixamos levar por essas coisas: ‘Mas isso parece …’ Mas o Senhor sabe a verdade. É assim esta história. Passam os sete filhos de Jessé e o Senhor não escolhe ninguém, os deixa passar. Samuel se encontra um pouco em dificuldade e diz ao Pai: ‘’A este tampouco o Senhor escolheu’?’ ‘’Estão aqui todos os teus filhos?’ ‘’Resta ainda o mais novo, que está apascentando as ovelhas’’. Aos olhos dos homens, este jovem não contava”.

Davi reconhece seu pecado e pede perdão
Não contava para os homens, mas o Senhor o escolhe e ordena a Samuel de ungi-lo, e o Espírito do Senhor “se apoderou de Davi”. E, a partir daquele dia, “toda a vida de Davi foi a vida de um homem ungido pelo Senhor, eleito pelo Senhor”. “Então – se pergunta Francisco – o Senhor o fez santo?” Não, é a sua resposta, “o Rei Davi é o santo Rei Davi, isso é verdade, mas Santo depois de uma longa vida”, mas também uma vida com pecados:
“Santo e pecador. Um homem que soube unir o Reino, soube levar adiante o povo de Israel. Mas tinha as suas tentações… tinha seus pecados: foi também um assassino. Para encobrir sua luxúria, o pecado de adultério, mandou… comandou que matassem. Ele! ‘Mas o santo Rei Davi matou?’ Mas quando Deus enviou o profeta Natã para que visse esta realidade, porque ele não tinha se dado conta da barbárie que havia ordenado, reconheceu: ‘pequei’. E ‘pediu perdão’”.
Assim, prosseguiu o Papa, “a sua vida seguiu adiante. Sofreu na carne a traição do filho, mas nunca usou Deus para vencer uma causa própria”. Assim, recordou que, quando Davi deve fugir de Jerusalém, devolve a Arca e declara que não usará o Senhor em sua defesa. E quando era insultado Davi, em seu coração, pensava: “eu mereço”.

Não existe Santo sem passado, tampouco um pecador sem futuro
Depois, destacou Francisco, “vem a magnanimidade”: poderia matar Saul “mas não o fez”. Eis o Santo rei Davi, grande pecador, mas arrependido. “Me comove – confessou o Papa – a vida deste homem”, que nos faz pensar em nossa vida.
“Todos fomos escolhidos pelo Senhor para o Batismo, para estar no seu povo, para ser Santos; fomos consagrados pelo Senhor neste caminho da santidade. Foi lendo esta vida, de um menino – aliás, não um menino, um rapaz – de um rapaz a um idoso, que fez tantas coisas boas e outras nem tanto, que me ocorre que no caminho cristão, no caminho que o Senhor nos convidou a percorrer, não há nenhum Santo sem passado, tampouco um pecador sem futuro”.

Fonte: (Rádio Vaticano)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Por menos fuxico e mais sabedoria: o critério das três peneiras

Pessoas nobres falam de ideias e sonhos; pessoas comuns falam de coisas; pessoas mesquinhas falam dos outros



fofoca

Existem vários conselhos para nos ajudar a decidir se vale a pena ou não relatar algum fato. Um dos mais conhecidos é o “critério das três peneiras”:
  1. A primeira peneira é a da VERDADE: Você tem plena certeza de que esse fato é verdadeiro?
  2. A segunda peneira é a da BONDADE: Mesmo que esse fato seja verdadeiro, você gostaria que os outros o relatassem caso fosse um fato a seu respeito?
  3. A terceira peneira é a da NECESSIDADE: Você acha mesmo necessário passar esse fato adiante? Ele vai mesmo servir para fazer o bem?
Se aquilo que você queria contar tiver passado pelas três peneiras, vá em frente. Se não passar, reflita melhor.
E lembre-se sempre de outra sábia constatação popular:
“Pessoas nobres falam de ideias e sonhos;
pessoas comuns falam de coisas;
pessoas mesquinhas falam dos outros”.

Fonte: Aleteia

sábado, 9 de janeiro de 2016

Oração para entender Deus

Um desabafo sincero em forma de prece, especialmente para quem está passando por dificuldades

man

Senhor,
confesso que muitas vezes não te entendo.
Muitas vezes, a paisagem dos meus dias
não é como a que eu gostaria de ver.
Tenho muitos medos, preocupações
e tristezas ao meu redor.

Uma e outra vez,
a alegrai se sente convidada a retirar-se
sem avisar para onde vai.
Como fazer para seguir em frente?

Eu te apresento minhas perguntas
que se transformam em queixas.
Por quê? Como? Por que comigo?

Às vezes deixo a esperança
do outro lado da porta.
Não te entendo, confesso.
É muito difícil, mas
creio,
confio,
espero
e amo.

Mas tenho certeza
da única coisa que importa:
que Tu me amas,
que buscas o melhor para mim.

Dá-me a tua graça
para que eu permita que
Tu sejas o Deus da minha vida,
também nas dificuldades,
e que eu nunca me esqueça
de que sou teu filho amado.

Que minha vida não busque
somente entender-te,
mas viver o teu amor
em todos os momentos.
Amém.


Fonte: Aleteia

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015



Quando uma porta é mais que uma porta: descubra a Porta Santa
Tudo o que você sempre quis saber sobre a Porta Santa: o que é, para que serve, os benefícios de atravessá-la, além de muitas curiosidades sobre o tema
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O que é uma Porta Santa?
Uma Porta Santa é uma porta especial em uma catedral ou em uma basílica, que é aberta apenas nos anos jubilares.
Quando se abre uma Porta Santa?
Em geral, isso deveria acontecer a cada 25 anos (intervalo entre os anos santos ordinários). Mas pode ser aberta durante anos “extraordinários”, como fez João Paulo II em 1983. O Papa Francisco decidiu inaugurar o Ano Santo da Misericórdia, abrindo a Porta em 8 de dezembro de 2015; ela ficará aberta até 20 de novembro de 2016. O dia 8 de dezembro foi escolhido por ser a solenidade da Imaculada Conceição e marcar os 50 anos da clausura do Concílio Vaticano II.
Onde estão essas portas?
Fora a Porta Santa da Basílica de São Pedro, cada uma das demais basílicas maiores romanas tem uma Porta Santa, que será aberta nas próximas semanas. Mas o Papa Francisco oferece algo novo: cada bispo tem permissão de designar uma porta da sua diocese como Porta Santa. Portanto, todos os católicos têm acesso a uma Porta Santa em sua diocese ou nos principais santuários do seu país.
Como se fecha uma Porta Santa?
Toda a entrada é coberta por uma parede de tijolos e de cima se infiltra uma fina camada de argamassa. Uma grande cruz é inserida na argamassa. Uma caixinha metálica é fechada e embutida no muro de tijolos.
O que há dentro desta caixinha?
Dentro da caixa há vários objetos associados ao Ano Santo, como a bula formal que proclama o Ano Jubilar. Na preparação para este jubileu, por exemplo, o muro da porta de São Pedro foi derrubado e a caixinha do ano 200 foi retirada. Entre outras coisas, ela continha 41 medalhas do pontificado de São João Paulo II e também a chave para abrir a Porta, que foi dada ao Papa Francisco.
E como o Papa abre a Porta Santa?
Até pouco tempo atrás, o Papa batia na parede de tijolos três vezes com um martelo, e depois o muro era destruído e a porta, aberta. Mas depois que alguns tijolos atingiram o Papa Paulo VI, decidiu-se, com João Paulo II, retirar o muro antes e deixar que o Papa simplesmente abrisse a porta.
Como é a Porta Santa do Vaticano?
A Porta é uma obra de bronze maciço, projetada em 1949 por Ludovico Consorti e construída pela fundição artística de Ferdinando Marinelli. Foi aberta pela primeira vez no jubileu de 1950. Na porta há 16 painéis que ilustram a história da salvação, da queda do homem à ressurreição do corpo. A de São Pedro é uma das cinco portas monumentais projetadas por Consorti, que le fizeram ganhar o apelido de “Vico dell’uscio”.
O que acontece se eu passar por uma Porta Santa?
Você recebe uma indulgência plenária! Isso significa a remissão da pena temporal pelos pecados perdoados em confissão – sempre e quando o ato for acompanhado pela comunhão e pela confissão, e a pessoa fizer um ato de fé, rezar pelas intenções do Papa e realizar um ato de misericórdia.
Mas qual é a importância de tudo isso?
O Papa Francisco disse que “haverá nesta ocasião uma Porta da Misericórdia, e quem passar por ela poderá experimentar o amor de Deus que consola, que perdoa e dá esperança”.
A Porta Santa é simbólica: ela representa o passo do pecado à redenção, da morte à vida, do não crer à fé. Jesus se descreve como “a Porta”. Precisamos entrar por ele para chegar ao Pai. A porta é a via da salvação.
Há também um simbolismo mariano, pois a Virgem Maria é a porta através da qual a salvação entrou no mundo. Abrir as portas na solenidade da Imaculada Conceição tem, portanto, um duplo significado.

FONTE: ALETEIA

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Oração do Papa Francisco à Imaculada Conceição
Reze com o Santo Padre
Museo de Bellas Artes de Córdoba

Elevemos nossas preces à Imaculada, Santa Mãe de Deus e nossa Mãe!
Virgem Santa e Imaculada,
que sois a honra do nosso povo
e a guardiã solícita da nossa cidade,
a Vós nos dirigimos com amorosa confidência.
Toda sois Formosa, ó Maria!
Em Vós não há pecado.
Suscitai em todos nós um renovado desejo de santidade:
na nossa palavra, refulja o esplendor da verdade,
nas nossas obras, ressoe o cântico da caridade,
no nosso corpo e no nosso coração, habitem pureza e castidade,
na nossa vida, se torne presente toda a beleza do Evangelho.
Toda sois Formosa, ó Maria!
em Vós Se fez carne a Palavra de Deus.
Ajudai-nos a permanecer numa escuta atenta da voz do Senhor:
o grito dos pobres nunca nos deixe indiferentes,
o sofrimento dos doentes e de quem passa necessidade não nos encontre distraídos,
a solidão dos idosos e a fragilidade das crianças nos comovam,
cada vida humana sempre seja, por todos nós, amada e venerada.
Toda sois Formosa, ó Maria!
Em Vós, está a alegria plena da vida beatífica com Deus.
Fazei que não percamos o significado do nosso caminho terreno:
a luz terna da fé ilumine os nossos dias,
a força consoladora da esperança oriente os nossos passos,
o calor contagiante do amor anime o nosso coração,
os olhos de todos nós se mantenham bem fixos em Deus, onde está a verdadeira alegria.
Toda sois Formosa, ó Maria!
Ouvi a nossa oração, atendei a nossa súplica:
esteja em nós a beleza do amor misericordioso de Deus em Jesus,
seja esta beleza divina a salvar-nos a nós, à nossa cidade, ao mundo inteiro.
Amém.
Papa Francisco
*Ato de Veneração à Imaculada Conceição na Praça de Espanha (8 de dezembro de 2013)

Fonte: Aleteia