sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Sentido da festa de Cristo Rei Homilia de Jesus Rei do Universo

A festa de Cristo Rei foi criada pelo papa Pio XI em 1925. Instituiu que fosse celebrada no último domingo de outubro. Agora, na reforma litúrgica passou ao último domingo do ano litúrgico como ponto de chegada de todo o mistério celebrado, para dar a entender que Ele é o fim para o qual se dirigem todas as coisas.

A criação desta festa tinha uma conotação política de grandiosidade. Quem, dos mais antigos, não foi da Cruzada Eucarística? Roupinha branca, fita amarela com cruz e dois traços azuis para os melhores. Qual era o comprimento? - Viva Cristo! – Rei! Este amor a Cristo Rei sustentou os cristãos na perseguição do México. Quantos mártires não entregaram a vida proclamando: Viva Cristo Rei! Quem sabe nos falte uma definição maior para o Reino de Cristo.

A oração da missa assim reza: “Deus que dispusestes restaurar todas as coisas em vosso Filho Amado, Rei do Universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade vos glorifiquem eternamente”. Vejamos os termos: Rei do Universo, vossa majestade. Para este sentido endereça a primeira leitura: A glória do Filho do Homem - “Seu poder é poder eterno que não lhe será tirado e seu reino, um reino que não se dissolverá” (Dn l7,14). Cristo com sua morte e ressurreição foi feito o Senhor da Glória. Seu Reino não tem fim.

Rei da Verdade.

Mesmo que seja um reino, o é diferente dos reinos e governos do mundo. Jesus se proclama rei diante de Pilatos: “Tu és Rei?” Pergunta Pilatos diante no tribunal. “Tu o dizes, eu sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta minha voz” (Jo 18,37). Jesus é rei da verdade. Pilatos pergunta-lhe: “O que é a verdade?” Mas não espera a resposta. (É comum em nossa vida perguntar as coisas para Deus e não querer saber a resposta). O que é esta verdade que é a identificação com Ele próprio? “Eu sou a Verdade e a vida” (Jo 14,6). Ser verdade para Jesus é ser Ele próprio o testemunho da vontade do Pai: Estabelecer no mundo o domínio da misericórdia amorosa da qual o Pai é a fonte. “Graças a esta vontade é que somos salvos” (Hb 10.10). Durante sua vida procura unicamente fazer a vontade do Pai: “E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia” (Jo.6,39).

Um reino de sacerdotes.

Todo povo de Deus tem, como Cristo esta realeza. Esta é o domínio do amor que transforma o mundo. O amor é a primeira fonte da união com Deus. Ele faz de nossos gestos de serviço aos outros, da transformação das estruturas de escravidão em liberdade, um sacerdócio do povo de Deus e de cada um que santifica o universo. Ser cristão é já construir o reino de Cristo no mundo. A modalidade de construir este reino é o serviço fraterno, humilde como Cristo fez na sua morte que o glorificou. Unindo nossa vontade à sua e a vontade do Pai, podemos crer em verdade que Ele é Rei e Senhor.

Leituras: Daniel 7,13-14; Apocalipse 1,5-8; João 18,33-37

Contexto:

1. A festa de Cristo Rei, instituída por Pio XI, tinha uma finalidade político-religiosa de mostrar o senhorio de Jesus sobre o mundo, acima das situações de ateísmo e falta de religião. Esta festa foi colocada, na reforma litúrgica, no final do ano litúrgico para dar a perceber que Cristo é o centro do universo e para Ele tudo conflui.

2. Cristo, diante de Pilatos se declara rei da verdade. Ele conhece toda a verdade, por isso dá por ela a vida. A verdade é o desígnio do Pai de implantar no mundo o reino da misericórdia amorosa.

3. Todo o povo de Deus é sacerdotal, isto é, está unido a Cristo para a transformação do mundo em um mundo que sirva a Deus no culto verdadeiro que procede de um coração que ama.

Eduardo Rocha Quintella

Fonte: Catequese Catolica
 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

As 8 alegrias de um cristão de verdade

Uma estranha felicidade - que está ao alcance das suas mãos!

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A pregação de Jesus começou com um chamado à conversão (Mc 1, 15) e, pouco depois, com um vasto programa de felicidade (cf. Mt 5, 1 ss):
Bem-aventurados os pobres, os que choram…, os que padecem perseguição…
Os ouvintes devem ter ficado pasmos. Nunca ninguém tinha ligado a felicidade – a bem-aventurança –, à pobreza, às lágrimas, às perseguições… Estaria falando sério? Ou estaria desvendando um mistério desconhecido, até então nunca imaginado?
A essa última indagação pode-se responder que sim: essa felicidade de que fala Jesus é um mistério “novo”, que quebra os esquemas e as experiências da história humana. É um  mistério que só pode ser esclarecido pelo próprio Cristo, que veio a este mundo para fazer novas todas as coisas (Ap 21, 5).
Mais ainda. É um mistério que só pode ser captado contemplando a vida de Cristo, do começo ao fim. Nela encontraremos todas as luzes sobre essas alegrias novas que, em meio às dores deste mundo, desabrocham em forma de vitória sobre o mal, sobre a tristeza e sobre a morte, em felicidade eterna que já pode ser saboreada na terra pelos que vivem “em Jesus Cristo”.
É por isso que o Catecismo da Igreja diz, sinteticamente: «As bem-aventuranças traçam a imagem de Cristo e descrevem o seu amor» (n. 1717).
As bem-aventuranças são uma perspectiva cristã do amor que leva à felicidade. São um aparente enigma, decifrado apenas por quem é capaz de dizer, como São Josemaria: «Que eu veja com teus olhos, Cristo meu, Jesus da minha alma». Pois todas elas são retratos do amor de Cristo e lições para o nosso amor.
Mistérios de felicidade no amor
Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
É a alegria do amor que não fica diminuído nem cativo por causa do apego às coisas materiais, ao dinheiro, às ambições egoístas. Quando Cristo pediu ao jovem rico que vendesse tudo e, assim, ficasse livre para seguir seu caminho de amor, o rapaz não conseguiu livrar-se desses apegos, e retirou-se triste, porque tinha muitos bens (Mc 9,22).
Não ajunteis para vós – nos diz Jesus – tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, e os ladrões furam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está o teu coração (Mt 6, 19-21).
Felizes os que, com coração desprendido, desdobram-se para ajudar material e espiritualmente os indigentes e desvalidos da terra (1 Jo 3, 16-18).
2 Felizes os que choram, porque serão consolados
Esta bem-aventurança fala do coração que chora porque ama, e dói-lhe ver-se a si mesmo e ver os outros afastados de Deus pelo pecado. Esse foi o motivo por que Jesus chorou à vista da cidade de Jerusalém, rebelde a seu apelo de conversão (Lc 19, 41 ss). São as lágrimas que voltaram a escorrer por suas faces, misturadas com gotas de sangue, quando, no Horto das Oliveiras, aceitou beber o cálice amargo dos nossos pecados para nos livrar deles com o Sacrifício da Cruz.
As lágrimas de contrição encheram de paz e de uma alegria inédita a alma da pecadora que chorou, arrependida, aos pés de Jesus (Lc 7, 36 ss); foram fonte de alegria no céu e na terra quando o filho pródigo voltou à Casa do Pai (Lc 15, 32); e também fazem felizes agora os que alcançam o perdão de Deus numa contrita confissão.
3 Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança
O amor de Jesus estendia-se a todos, quer o amassem quer o odiassem. Tinha infinita paciência para com os pecadores. E, nos momentos duríssimos da Paixão, como diz São Pedro, ele, ultrajado, não retribuía com idêntico ultraje; ele, maltratado, não proferia ameaças… Carregou os nossos pecados em seu corpo para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a santidade (1 Pd 2, 23-24).
A paz com que sofria sem revidar nem perder a paz nem queixar-se, deixou Pilatos boquiaberto. Nunca tinha visto tamanha paz em meio a tanto horror (cf. Jo 19, 8-9).
Aprendei de mim – diz-nos Jesus –, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis repouso para as vossas almas (Mt 11, 29).
4 Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados
            “Justiça” significa santidade, plenitude do amor a Deus e ao próximo. Jesus desejava a nossa santificação e a nossa salvação eterna mais do que a própria vida: Eu vim trazer fogo à terra, e como gostaria que já estivesse aceso! Um batismo (de sangue) eu devo receber, e como estou ansioso até que isso se cumpra! (Lc  12, 49-50).
E, porque nos quer felizes, pede-nos aspirar a um amor grande, pois só esse amor poderá saciar de gozo a nossa alma: Sede, pois, perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito (Mt 5, 48).
A sede de justiça levava São Paulo a exclamar, cheio de gozo: Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, no amor, diante de seus olhos (Ef  1, 3-4).
5 Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia
Quando Jesus foi criticado pelos fariseus, porque tinha compaixão dos pecadores e se aproximava deles, respondeu-lhes: Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes. Não é a justos que vim chamar à conversão, mas a pecadores (Lc5, 32).
Do alto da cruz, rezava pelos seus algozes: Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!(Lc 23, 34).  E a todos nós pedia-nos aprender com ele a desculpar, a perdoar e a ajudar os outros a sair do seu erro:
Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido… Se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos outros, também vosso Pai não perdoará as vossas faltas (Mt 5, 12.14-15).
Uma das maiores alegrias cristãs é a alegria de perdoar.
6 Felizes os puros no coração, porque verão a Deus
Se o teu olhar for puro, ficarás todo cheio de luz. Mas se teu olho for ruim, ficarás todo em trevas (Mt 6, 22-23).
O “olhar” é a intenção com que fazemos as coisas, e a maneira limpa de encarar as coisas da vida e as nossas relações com os outros. A pureza de coração exclui a mentira, a trapaça, o egoísmo interesseiro, a cobiça carnal… Todo aquele que olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela em seu coração (Mt 5, 27).
Nada dificulta tanto ver e entender as coisas de Deus como um coração sujo. Do coração sai tudo, dizia Jesus (Mc 7, 21). Se o coração é puro, a alma se torna transparente, e nela Deus pode ser visto como num espelho.
Essa é a alegria que experimentava São Paulo quando escrevia aos coríntios: A razão da nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência de que, no mundo e particularmente entre vós, temos agido com simplicidade de coração e sinceridade diante de Deus, não conforme o espírito de sabedoria do mundo, mas com o socorro da graça de Deus (2 Cor 1, 12).
7   Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus
No dia em que São João Batista nasceu, seu pai, Zacarias, profetizou que aquele seu filho prepararia o caminho do Senhor, de Jesus que há de iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz (Lc 1, 76.79).
Os anjos anunciaram o nascimento de Jesus com uma mensagem de paz: Paz para os homens de boa vontade (Lc 2, 14); e, antes da paixão,  Cristo se despediu com uma promessa de paz: Não vos deixarei órfãos… Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz… Não se perturbe o vosso coração nem se atemorize! (Jo 14, 18.27).
Ele, que foi “portador da paz”, declara que nós seremos felizes se  procuramos ser no mundo «semeadores de paz e de alegria» (São Josemaria), isto é, se ajudamos os outros a acolher na alma a paz que procede da luta por viver na fé e no amor de Cristo.
8 ─  Felizes os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus
Jesus havia anunciado que os seus discípulos, ao longo dos séculos, muitas vezes sofreriam perseguição, calúnias, martírio (cf. Mt 5, 11-12; Jo 15, 18-21).
A história atual está sendo o cenário de uma das maiores perseguições já sofridas por cristãos: desde a perseguição procedente de leis e governos empenhados em banir os valores cristãos, até o martírio sangrento de muitos milhares de cristãos – mais, nos últimos decênios, do que os mártires da perseguição romana nos três primeiros séculos –, que estão sendo agora torturados, encarcerados, exilados, degolados pelos que odeiam “o povo da Cruz”.
Jesus os chama “felizes”! Muitos mártires morreram com paz, rezando e pronunciando com amor o nome de Jesus – como os dezenove recentemente decapitados na Líbia (2015) –, perdoando os seus assassinos e rezando por eles. Não só tinham a certeza da felicidade eterna no Céu, mas já possuíam a graça da fé que consegue dizer como São Paulo: Estou crucificado com Cristo… Cristo vive em mim… Vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gl 2, 19-20).
Uma loucura divina
Você meditou um pouco no que acabamos de comentar? Estivemos tratando de um modo muito breve essa página capital da mensagem de Jesus[1]. Mas, se quiser ser feliz de verdade, peça ao Espírito Santo que o ajude a aprofundar nessa loucura divina, mais sábia do que os homens (1 Cor 1, 25).
Deixe-me insistir. As bem-aventuranças são um segredo maravilhoso, mas só podem ser compreendidas olhando para o amor de Jesus e contemplando-as em sua vida.
Mais ainda. Somente quando nos decidimos a viver na intimidade da Trindade – numa vida de Sacramentos, de fé e de oração – é que começamos a saboreá-las. Descobrimos então a alegria nova de viver:
– sob o olhar de Deus Pai
– em união com Jesus Cristo
– e movidos pela graça do Espírito Santo.
 (Pe. Faus)

Fonte: Aleteia

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Se os católicos dizem que não adoram imagens, por que adoram um objeto, a cruz?

Ei, católico: se um amigo seu lhe fizesse esta pergunta, você saberia responder

cross

Em primeiro lugar, é preciso diferenciar a cruz de Cristo (a real, ainda que esteja espalhada pelo mundo inteiro em pequenas lascas) das cruzes que vemos e tocamos.
Na celebração da Sexta-Feira Santa, de fato, há um momento litúrgico em que os fiéis vão “adorar” a cruz: ajoelham-se diante dela, com uma simples inclinação de cabeça, ou a beijam. Este gesto simboliza a adoração à cruz de Jesus, aquela na qual Ele foi pregado (Suma Teológica III, 25, 4).
O que veneramos não é o objeto, mas a verdadeira cruz de Jesus, que o objeto representa. A cruz de Jesus forma uma unidade com Ele, ao estar impregnada do seu sangue precioso. Não podemos separar Cristo da sua cruz na redenção.
É verdade que a cruz foi um instrumento de tortura, mas também é verdade que, unida ao Corpo de Cristo, ela adquire para nós uma conotação totalmente diferente. A cruz adquire um novo significado pela presença de Jesus nela.
Se não podemos separar Jesus da cruz e da obra redentora, tampouco podemos separar o cristão da cruz. Jesus nos pede que carreguemos nossa cruz, e é por isso que não se pode conceber um cristão sem cruz.
Quando a Igreja nos apresenta a cruz para veneração, o que ela nos propõe é que adoremos Jesus sofredor em sua cruz, esse mesmo Jesus no ato da sua imolação.
Adorar a cruz de Jesus é um gesto inclusive de gratidão, de agradecimento ao Senhor Jesus pelo seu amor extremo, redentor e concreto, não só a favor da humanidade em termos coletivos, mas por cada pessoa, individualmente.
A imagem da cruz, ou até as relíquias da cruz de Jesus não merecem culto por si mesmas, mas somente enquanto relacionadas a Cristo e à adoração que Ele merece de maneira absoluta.
Portanto, nenhum católico adora ou idolatra objetos. A idolatria significa que algo que não é Deus (um ídolo) toma o lugar de Deus. Os católicos só adoram o próprio Deus. A cruz remete a Deus, e é a Deus que adoramos, não a cruz em si.
O católico sabe muito bem que a idolatria é um pecado grave, pois isso significa negar o caráter único de Deus, para atribuí-lo a pessoas ou coisas criadas. Católicos não fazem isso. Na idolatria, a pessoa compara (dá o mesmo peso e importância) a criatura com seu Criador, e esta comparação, sob qualquer ponto de vista, é inaceitável.

Fonte: Aleteia

segunda-feira, 16 de novembro de 2015


Qual é o verdadeiro pecado contra o Espírito Santo?

O famoso pecado que Jesus disse que não pode ser perdoado nem nesta vida nem na outra
Qual é o verdadeiro pecado contra o Espírito Santo?

“Com espírito contrito, submetam (os fiéis) seus pecados à Igreja no sacramento da Penitência” (Vaticano II, Presbyterorum Ordinis, 5).
Em primeiro lugar, dois esclarecimentos:
1. Não é o padre que perdoa os pecados, e sim Deus, mediante a absolvição do ministro ordenado: bispo ou presbítero.
2. Todos os pecados têm o perdão de Deus, menos um: o pecado contra o Espírito Santo. “Por isso, eu vos digo: todo pecado e toda blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não lhes será perdoada” (Mateus 12, 31). O único pecado que Deus não perdoa é a blasfêmia contra o Espírito santo.
Em que consiste este pecado?
A blasfêmia não acontece somente com palavras, mas também (e sobretudo) com atos. Quem blasfema? Quem não se sente necessitado de Deus, quem não se sente pecador ou se considera sem pecado; é um fechar-se ao convite de Deus à conversão, endurecer o coração a tal ponto, que a pessoa não tem interesse algum por Deus.
É pecado endurecer o coração e dizer a Deus, por exemplo: “Você não me interessa; estou bem sem você; não preciso de você”.
É pecado considerar que Deus não pode perdoar, ou negar o perdão de Deus na confissão. Ou seja, é o pecado pelo qual o homem se nega livre e conscientemente ao perdão e à misericórdia de Deus.
Diante desta circunstância, o que Deus pode fazer? Nada. Só pode deixar que a pessoa morra em seu pecado.
Onde Deus não pode agir, Deus não tem nada a fazer, não tem nada a perdoar, e então não perdoa nada. Porque a pessoa não quer. E Deus respeita isso.
A Bíblia nos dá mais luz sobre o tema: “Quem oculta seus pecados não prosperará, mas quem os confessa e se afasta deles alcançará misericórdia” (Provérbios 28, 13).
Fonte: Aleteia

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A difícil realidade da morte na família

O cristão não vive para morrer, mas para viver mais


Meu pai, em seu leito, ouviu o médico dizer-lhe que a grave, penosa e incurável doença de que padecia acabaria com sua vida terrena em pouco tempo – uma vida que ele amava intensamente.
Depois de se despedir amavelmente do médico, ele se virou para a luz da janela, profundamente pensativo; passados alguns minutos, seu rosto ficou sereno e seu semblante transmitia paz.
– Sabe o que o médico me disse? Ele afirmou que eu vou para casa. Isso não é lindo?
– Para você, sim, pai, mas não para nós – respondi.
– Sabe… a luz da janela me fez sentir nostalgia, uma espécie de saudade. Vou para a casa do Pai. Sim, sou como uma criança que volta para casa, e que está esperando que venham buscá-la.
Ele me disse isso com um sorriso cheio de esperança. Minha dor humana cedeu e deixei de sentir pena dele.
Meu pai morreu com muita paz. E deixou bem claro que queria um velório completo, sepultura cristã do corpo inteiro (não cremação), missa de corpo presente.
Ele nunca concordou com certas práticas atuais, segundo as quais o corpo vai do hospital para o crematório diretamente, como se nada tivesse acontecido, como se as crianças tivessem de ser poupadas desta vivência, como se a morte também não fizesse parte dos planos de Deus.
Meu pai aceitou sua morte e quis mostrá-la como o que ela é: um paradoxo divino que nos dá a maior lição de vida, ao mostrar o amor de Deus. É assim porque a alma não morre; a pessoa deixa a visibilidade do corpo, mas sua vida espiritual continua maior e melhor.
O cristão não vive para morrer, mas para viver mais.
Nossa sociedade tende a afastar de si a realidade do fim da vida; tal pensamento lhe produz angústia, e ela acaba excluindo esta realidade do campo da existência humana, fazendo parecer que só “os outros” morrem.
Em nossa cultura, o homem está mais preocupado com sua natureza corporal que com seu ser espiritual ou pessoal.
No entanto, quem se reconhece mais pessoa que natureza, vai além disso, vive para ser elevado, aceitando em sua vida um Deus pessoal que dá sentido à sua existência.
Mesmo na fase terminal da sua doença, meu pai nunca perdeu aquela atitude de pensar nos outros e, quando o visitavam em seu leito, ele perguntava com interesse sincero sobre a vida das pessoas, dando algum discreto conselho, consolo, esforçando-se em ser ameno sempre com seu bom humor.
Os visitantes chegavam com vontade de consolar e saíam consolados.
No final, ele avisava: “Vou estar de olho em você, hein?”, e piscava para mim. Eu sabia muito bem a que ele se referia.

Fonte: Aleteia
 

Saudade sim, tristeza não!

Um novo jeito de encarar a perda de alguém querido

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Há alguns anos, o Padre Marcelo lançou o tema “Saudade sim, tristeza não”.
Quando amamos, sentimos falta, dá aquele aperto…mas a mensagem de hoje é que você abrace seus sentimentos como SAUDADE da pessoa e dos momentos felizes que passaram juntos.
Lembrar de bons momentos e de quanto a pessoa ausente contribuiu para sua vida, reaviva!
Ter fé que um dia nos reencontraremos, reanima!
Ter esperança que ela está junto ao Criador, revigora!
Ao contrário, se as lembranças não virem agregadas de sentimentos de gratidão, amor e esperança, os pensamentos se tornam pesados, e somos consumidos pela TRISTEZA.
A tristeza nos acorrenta e não nos deixa seguir em frente!
Portanto, alimente-se de saudade, de lembranças boas e de esperança!
A única certeza que temos nessa vida é que um dia iremos morrer.
Aproveite o dia de hoje para VIVER.
Um “viver” que valha a pena!
Para deixar boas lembranças de você para os outros que um dia se lembrarão de como você foi significativo na vida delas!!
E lembre-se: Saudade sim, tristeza não!
 
Fonte: Aleteia

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A mulher mais poderosa do mundo, segundo a National Geographic, é… Maria!

Inesperada matéria aborda as aparições marianas e a devoção à Mãe de Jesus – inclusive no islã

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Já é pública a capa da edição norte-americana de dezembro de 2015 da National Geographic, uma revista que não pode ser catalogada precisamente como “amistosa” para com a Igreja católica. A edição terá na capa aquela que a revista chama de “mulher mais poderosa do mundo”: Nossa Senhora, a Virgem Maria.
A matéria de Maureen Orth percorre algumas das aparições marianas mais conhecidas no mundo todo, incluindo as supostas aparições de Medjugorje, e, ao mesmo tempo, relata histórias de pessoas que receberam graças por intercessão da Virgem Maria. O texto aborda ainda o processo que a Igreja segue para reconhecer ou não o caráter sobrenatural das aparições.
Em certa passagem, Orth inclui uma breve referência ao papel de Maria no islã: embora pouco conhecida, existe no mundo muçulmano uma veneração àquela que eles também consideram a mulher mais santa de todas as mulheres: Maria, a mãe de Jesus.
Fonte: Aleteia