quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Vale a pena perdoar?

Uma reflexão sobre os benefícios do perdão

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Perdoar é uma das atitudes mais difíceis na vida de milhares de pessoas.
O fato de alguém pedir perdão a outrem equivale a dizer que reconhece seu erro e sua culpa, por isso, vai ao encontro de quem foi, efetivamente, atingido por sentimentos, palavras e atos que feriram a sua dignidade. O fato de alguém perdoar significa dizer que reconhece sinceridade no arrependimento daquele que vai ao seu encontro, com a disposição de mudar de atitude.
A Revista Veja, em sua edição nº 2175*, teve como “matéria de capa” o perdão, mais precisamente, “O poder do perdão”. Não deixa de ser, deveras, significativo o fato de estarem a ciência e a midia tratando de um assunto que, por certo, na mente da maioria das pessoas tinha lugar apenas no mundo das religiões e na prática de seus seguidores.
O enfoque desse assunto na relação interpessoal e institucional, numa visão psicológica, filosófica, sociológica e política, com sua referência à face do perdão, biblicamente revelada, representa uma contribuição muito especial para a compreensão da necessidade de superação das linhas cruzadas e da eliminação das rupturas que se estabeleceram nas relações humanas, por numerosos motivos.
Na matéria, encontram-se depoimentos de pessoas, empresários e governantes que tiveram a capacidade de perdoar ou se mantiveram fechados em relação ao perdão. Segundo um professor da Universidade de Boston, o pedido de perdão contém “três passos básicos para obter perdão. Primeiro, deve-se assumir a responsabilidade pelo erro. Segundo, é preciso repudiar claramente esse erro, mostrando que não se pretende repeti-lo. Terceiro, deve-se exprimir o arrependimento pela dor causada ao próximo.”
O que é hoje descoberta da pesquisa e conquista da ciência, o Catecismo da Igreja já o proclama, há milênios, ao apresentar as exigências para que o fiel, ao recorrer ao Sacramento da Penitência, obtenha o perdão dos pecados cometidos contra Deus e contra o próximo.
Com efeito, para que esse Sacramento produza seus efeitos, exigem-se atitudes que levem o penitente à mudança de vida e à reconciliação: Contrição (reconhecimento dos pecados); Confissão (revelação, perante o confessor, desses pecados, “por pensamentos, palavras e obras”); Absolvição (recepção da perdão dos pecados confessados); Satisfação (reparação dos pecados cometidos, não os repetindo, deliberadamente). Como penitência, o confessor impõe uma pena ao penitente, correspondente, “na medida do possível, à gravidade e à natureza dos pecados cometidos.”
No plano psico-religioso, o perdão é um ato muito benéfico, sob vários aspectos, como confirma a voz da experiência de cada um. Um desses aspectos é a paz da consciência. O relacionamento entre pessoas, grupos e nações fica ameaçado quando determinados sentimentos, palavras e atitudes ferem o seu direito. Quando isso acontece, criam-se estremecimentos no relacionamento humano que, em muitos casos, rompem fortes vínculos de consanguinidade e sólidos laços de amizade.
O perdão é sempre muito benéfico para as pessoas que conseguem refazer sua história, não apenas porque minimizam a razão do distanciamento que se criou na convivência familiar e no relacionamento social, mas, antes, porque dão um passo de qualidade, ao cancelá-la de seu coração e de sua mente. A psicologia e a espiritualidade identificam os benefícios do perdão na vida das pessoas. A melhor linguagem dessa experiência é testemunhada por aquelas pessoas que conseguiram perdoar-se, mutuamente.
Para muitos, o perdão é benéfico, por ser uma conquista humana; para os cristãos, além dessa dimensão, está muito clara a exigência que Jesus colocou na oração do Pai Nosso: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Fonte: Aleteia

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

5 frases que um adolescente precisa ouvir dos seus pais

Se você tem um filho adolescente, precisa ler isso

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Talvez seu filho saiba o quanto você o ama e que você faria tudo por ele. Mas você costuma dizer-lhe isso? Com que frequência? Em que circunstâncias? Os atritos causados pela adolescência podem nos fazer deixar de lado a parte carinhosa e próxima que todo pai deveria oferecer.
As seguintes frases podem ser de grande ajuda para os pais, pois recordam aos adolescentes o que é melhor para ele. O amor que se sente por um filho é infinito e inexplicável.
As palavras são poderosas – mais ainda quando vêm dos pais. Então, aproveite:
1. Você consegue!
A adolescência é uma etapa de crise, na qual a segurança e a autoconfiança são enfraquecidas. Ainda que nem todos os adolescentes sejam iguais, são traços que se apresentam com frequência. Portanto, os filhos precisam saber que seus pais acreditam neles, em suas capacidades, e que os consideram mais capazes do que eles imaginam. Assim, eles se tornam mais fortes e valentes.
2. Tudo na vida exige esforço
Nada de bom na vida vai ser fácil, e os adolescentes podem descobrir coisas fáceis e não perceber esta verdade. É preciso conscientizá-los de que toda recompensa tem um trabalho por trás. Que desconfiem de tudo que é fácil demais.
3. Aprenda com seus erros
“Os erros fazem parte da aprendizagem e, como pais, nós o perdoamos.” Podem também acrescentar: “Confiamos em que você não voltará a fazer isso, porque é uma pessoa muito capaz e inteligente”. Demonstre que você confia no seu filho e ele valorizará os pais que tem – mesmo que não lhes diga isso.
4. Nós o amamos e por isso o corrigimos
Quando os pais se abrem realmente de coração, isso gera um impacto muito positivo nos adolescentes. Nunca é demais recordar-lhe o quanto vocês o amam, e tudo o que ele significa em suas vidas. Este exercício gera uma conexão única, e muitas vezes é um passo determinante na superação dos conflitos familiares.
5. Valorize cada momento e cada coisa que você tem
Alguns adolescentes acham que o “mundo ideal” durará para sempre e até exigem isso. Mas não. Sem recriminá-lo nem jogar na casa dele todos os esforços que vocês fazem por ele, é preciso recordar-lhe isso de vez em quando, pois muitos filhos não tiveram a sorte que ele tem.
Não é preciso memorizar estas frases para recitá-las aos filhos; basta compreender as ideias gerais que são propostas e adaptá-las à situação de cada um. Cabe esclarecer que tudo o que foi dito deve ir acompanhado de um tom carinhoso, um ambiente tranquilo, harmônico e privado: de pais para filhos, de coração a coração.

Fonte: Aleteia

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Farmácia espiritual: remédio para a raiva

Há em todos nós um tigre furioso. Quanto mais cedo construirmos em nós uma jaula para o encurralar, melhor podemos alcançar o autodomínio através da ajuda do Espírito Santo

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“O fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei.”. (G1 5,22-23)
Quando ficamos com raiva, a razão dá muitas vezes lugar à emoção, a qual, se não for controlada, nos leva a dizer coisas imprudentes ou a cometer atos agressivos de que nos arrependemos mais tarde.
Necessitamos, portanto, de autodomínio. Se eu quiser ser superior às influências externas, primeiro tenho de me tornar superior às minhas emoções descontroladas. Há em todos nós um tigre furioso. Quanto mais cedo construirmos em nós uma jaula para o encurralar, melhor podemos alcançar o autodomínio através da ajuda do Espírito Santo.
É tão fácil apanhar raios de sol com um anzol como tentar ter autodomínio sem a ajuda do Espírito Santo. Ou seja, é impossível. Devemos, por isso, crescer espiritualmente, conduzidos pelo Espírito.
A vida cheia de Espírito não é uma edição especial “de luxe” do Cristianismo, é a experiência de crescimento, de fome e sede de retidão. Uma vez que aprendemos a viver no Espírito, iremos observar um lento declínio da irritação, do conflito e de outros atos da carne, e iremos também notar um aumento do amor, de paciência, de brandura, de temperança e de outros frutos do Espírito. Nem sequer poderíamos tentar cultivar flores se não existisse atmosfera, ou produzir frutos se não existisse luz ou calor. Assim também, não podemos experimentar os frutos do Espírito sem o Espírito Santo.
Oração
Aqui estou, ó Senhor, ferido, magoado e frustrado. O terrível fogo da irritação está prestes a consumir o meu coração.
Estou pronto a ceder, a atirar uma pedra a quem me aparecer à frente; bater com os punhos numa parede de tijolos e atacar furiosamente, gritar, rasgar lençóis em farrapos e praguejar.
Senhor, levantai-me e recomponde-me de novo. Acalmai as ondas deste coração, acalmai as suas tempestades.
Afastai esta taça de amargura, despedaçai esta raiva embora o meu coração tenha sido despedaçado.
Através das tempestades da fúria guiai-me para a margem. Não vos peço para evitar as tempestades mas para me manter firme no interior delas.
Sou propenso a culpar os outros por todos os erros.
Afastai dos meus olhos a poeira que me cega, para que possa tratar os outros pela luz da vossa compaixão.
Amém
Tratamento
Quando sentir a raiva tentando dominar seus sentimentos, imediatamente repita no coração, quantas vezes forem necessárias, o palavra de Gl 5,22-23: “O fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei.”
Fonte: Aleteia

COMO DEVEMOS INVOCAR A DEUS NO TEMPO DA TRIBULAÇÃO?
Conselhos de Tomás de Kempis em sua obra "A Imitação de Cristo"


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Assim nos revela a meditação de Tomás de Kempis em seu clássico “A Imitação de Cristo”
1. O Discípulo – Seja vosso nome para sempre bendito, Senhor, pois quisestes provar-me com esta tribulação.
E porque não posso evita-la que outra coisa farei senão acolher-me a vós para que me auxilieis e a convertais em proveito meu?
Senhor, sinto-me atribulado; meu coração está desassossegado por causa desta paixão que o atormenta vivamente.
“Que vos direi agora”, oh, Pai amantíssimo? Rodeado estou de angústias. “Salvai-me nesta hora” (Jo 12,27).
Vós permitistes que eu chegasse a este estado para que sejais glorificado quando eu estiver muito abatido e for por vós livre.
Dignai-vos, Senhor, socorrer-me porque, pobre criatura, que posso eu fazer e onde irei sem vós?
Dai-me paciência, Senhor, ainda desta vez. Estendei-me a vossa mão, Deus meu, e não temerei, por mais forte que seja a tribulação.
2. Que posso eu dizer-vos neste estado? “Senhor, faça-se a vossa vontade”. Bem merecido tenho angústias e tribulações em que me vejo (Mt 6,10).
Convém que eu as sofra; e oxalá seja com paciência, até que passe a tempestade e venha a bonança.
Poderosa é a vossa mão onipotente para afastar de mim esta tentação e moderar sua violência, para que não sucumba de todo. Como tantas vezes tendes feito comigo, Deus meu, misericórdia minha.
E quanto para mim é mais dificultosa esta mudança, tanto mais fácil é ela para vós; “porque é obra da direita do Altíssimo” (Sl 76,11).
(Retirado do livro: “A Imitação de Cristo”, de Tomás de Kempis, Ed. Ave-Maria)
Fonte: Aleteia

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

ORAÇÃO DE QUEM NÃO PEDE NADA
UMA SEMANA DE GRATIDÃO: 
JÁ EXPERIMENTOU FAZER ESTE PODEROSO EXERCÍCIO.
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Às vezes buscamos uma pessoa que nos ofereça soluções, que tenha uma espécie de varinha mágica para transformar a nossa vida. Temos necessidades concretas. Procuramos soluções concretas.
 
E podemos fazer isso em nossa vida de fé também: a homilia que me faz sentir-me bem; o grupo no qual estou mais cômodo; a comunidade que acalma minha necessidade de ser comunitário, de ter um lar, de ter raízes; a pessoa que responde aos meus anseios.
 
Buscamos milagres concretos. Queremos soluções imediatas. Às vezes nos apegamos assim a Jesus quando Ele responde às nossas necessidades imediatas. E o buscamos porque nos deu comida, porque nos curou.
 
E nossa espiritualidade pode se reduzir a uma busca que Deus em necessidades concretas. Pedimos, suplicamos. Queremos milagres. Nossa oração fica cheia de preocupações e anseios, e acaba sendo uma oração exclusivamente de petição.
 
Eu gostaria de rezar com a esperança com que esta pessoa reza:
 
Senhor,
Obrigado pela água que bebo,
pela comida que como,
pelo ar que respiro.
 
Obrigado por eu poder ver,
sentir, tocar, falar,
andar e pensar.
 
Obrigado por me permitir trabalhar,
por poder ajudar,
pelo céu, terra e mar.
 
Obrigado pelo que me deste ontem,
pelo que me dás hoje
e pelo que me darás amanhã.
 
Obrigado por meu estado de saúde,
pelos talentos e qualidades
que me deste.
 
Obrigado pela minha família,
pelos meus amigos,
pelos que me querem bem
e por aqueles a quem posso ajudar.
 
Obrigado pelo teu amor infinito,
pelo teu perdão sem limites
por teres dado tua vida por mim.
 
Eu te amo e me entrego
totalmente em tuas mãos.
Faze de mim o que queiras.
Amém.
 
Não podemos ser cristãos que só pedem, pedem e pedem, mas não dão nada. Viver com gratidão pode mudar completamente nosso olhar diante da vida.
 
Não sejamos consumistas religiosos.
 
Busquemos Deus especialmente para dar-lhe graças, para louvá-lo, para dar-lhe glória, para reconhecer sua grandeza, para mostrar nossa pequenez, para colocar-nos ao seu serviço e oferecer-nos para que Ele faça conosco o que quiser.
 
Que tal viver uma semana só de gratidão, buscando, ao longo do dia, motivos para agradecer a Deus, nos detalhes da vida cotidiana? Este é um exercício simples, mas poderoso, capaz de transformar sua maneira de encarar a vida, acredite!
Fonte: Aleteia

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

UMA CANÇÃO QUE REZA PELOS QUE PARTIRAM
SE VOCÊ PERDEU ALGUÉM QUERIDO,TRANSFORME A SUA TRISTEZA EM ORAÇÃO COM ESTA MUSICA.
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Todos nós perdemos pessoas queridas, e às vezes a dor não passa.
Mas o olhar cristão vai além da perda material e se centra na esperança da ressurreição, oferecida por Jesus, nosso Senhor.
Esta linda canção, “Não lhe digo adeus”, de Israel Mercado, jovem católico e cantor, convida a recordar que, apesar da dor de deixar alguém a quem amamos partir, há uma vida eterna esperando pelo nosso reencontro.
Transforme sua dor em oração e traga um pouco de paz e conforto à sua alma.
A música foi composta em espanhol, mas você pode acompanhá-la com a tradução:
Não lhe digo adeus
Hoje, não lhe digo adeus
porque algum dia
voltarei a ver você.
Juntos, você e eu,
sem pranto nem dor,
na presença do nosso Senhor.
Hoje rezo por você.
Mesmo com dor na alma,
deixarei você partir.
Eu continuarei
lutando por viver, a exemplo
do que você semeou em mim.
Não, não o esquecerei!
Em meu coração
sempre o levarei.
Hoje, descanse em paz.
Eu o recordarei
e algum dia
voltarei a ver você.
(bis)
Hoje, não lhe digo adeus
porque algum dia
voltarei a ver você.
Juntos, você e eu,
sem pranto nem dor,
na presença do nosso Senhor.
Fonte: Aleteia

segunda-feira, 31 de agosto de 2015