quinta-feira, 11 de junho de 2015


SANTA MISSA DE CORPUS CHRISTI










Papa Francisco: o dever de todo discípulo


Se o cristão não tomar esta atitude que o Senhor pediu, não é um verdadeiro discípulo de Jesus


Pope Francis general audience in St Peter's square at the Vatican © Giulio Napolitano / Shutterstock.com
O Papa Francisco comentou hoje uma atitude que todo cristão deve tomar para ser um discípulo verdadeiro de Jesus: caminhar para servir e anunciar.

Comentando o trecho do Evangelho em que Jesus envia os discípulos a anunciar a Boa Nova, em sua homilia de hoje na Casa Santa Marta, o Papa disse que Jesus não lhes aponta um caminho ‘passeio’, mas os envia com uma mensagem: anunciar o Evangelho, sair para levar a Salvação, o Evangelho da Salvação.

“Este é o dever que Jesus dá a seus discípulos. Se um discípulo fica parado e não sai, não dá o que recebeu no Batismo aos outros, não é um verdadeiro discípulo de Jesus: falta-lhe a missionariedade, já que não sai de si mesmo para levar o bem aos outros”.

“O percurso do discípulo de Jesus é ir além para levar esta Boa Notícia, mas há outro também: o percurso interior, o percurso dentro de si, o percurso do discípulo que procura o Senhor todos os dias na oração, na meditação. O discípulo deve fazer este percurso porque se não buscar sempre a Deus, o Evangelho que levará aos outros será um Evangelho frágil, aguado, sem força”.

“Este duplo percurso – disse – é o duplo caminho que Jesus quer de seus discípulos. Há ainda a segunda palavra: ‘Servir’. Um discípulo que não serve aos outros – disse o Papa – não é cristão. Ele deve fazer o que Jesus pregou nos dois alicerces do cristianismo: as Bem-aventuranças e o ‘protocolo’ com o qual seremos julgados. Estes dois alicerces – advertiu – são a base própria do serviço evangélico”.

“Se um discípulo não caminha para servir não serve para caminhar. Se a sua vida não é para o serviço, não serve para viver como cristão. E ali está a tentação do egoísmo: ‘Sim, eu sou cristão, eu estou em paz, eu me confesso, vou à missa, cumpro os mandamentos'. Mas o serviço aos outros: o serviço a Jesus nos doentes, nos encarcerados, nos famintos, nos nus. É o que Jesus nos disse que devemos fazer, porque Ele está ali! O serviço a Cristo nos outros”.

A terceira palavra é “gratuidade”. “Gratuitamente vocês receberam, gratuitamente devem dar”, é a advertência de Jesus. “O caminho do serviço é gratuito – sublinhou –, porque nós recebemos a salvação gratuitamente, pura graça: nenhum de nós comprou a salvação, nenhum de nós a mereceu. É pura graça do Pai em Jesus Cristo, no sacrifício de Jesus Cristo”:

“É triste quando se encontram cristãos que se esquecem destas Palavras de Jesus: “Gratuitamente vocês receberam, gratuitamente devem dar”. É triste quando encontramos comunidades cristãs, sejam paróquias, congregações religiosas, dioceses, quaisquer que sejam as comunidades cristãs, que se esquecem da gratuidade, porque por trás disso e sob isso há o engano (de presumir) que a salvação vem da riqueza, do poder humano”.

Três palavras, disse o Papa, “como um caminho para anunciar. Serviço: a vida do cristão não é para si mesmo, é para os outros, como foi a vida de Jesus”. E terceiro: “gratuidade. A nossa esperança está em Jesus Cristo, que nos envia uma esperança que nunca desilude”. Mas, advertiu, “quando a esperança está na própria comodidade do caminho ou a esperança esta no egoísmo de buscar as coisas por si mesmo e não servir os outros, ou quando a esperança está nas riquezas ou nas pequenas seguranças mundanas, tudo isso desmorona. O próprio Senhor o faz desmoronar”.

Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 9 de junho de 2015

Você vai me fazer feliz?


Love © Kaveryn Kiryl / Shutterstock

Uma leitura obrigatória para quem tem medo de amar

Vivemos em uma época pós-moderna onde se faz presente a dificuldade de manter um relacionamento durável. Tudo é muito líquido e passageiro. Somos inimigos da solidão, porém, ostentamos o desapegado a quem queira ouvir. Aprendemos que obrigatoriamente precisamos ficar por cima em uma relação.

Aprendemos que para se sair bem é preciso pisar no outro, e pisar forte. É aquela velha história do pisa-que-ele-gruda. O amor que antes era caracterizado com mãos dadas, perfume de rosas e músicas românticas exalando nas janelas, hoje virou texto no facebook, legenda no instagram e superficialidade.

A ansiedade é um problema nesses casos. Estamos expostos cotidianamente a milhões de informações, de pessoas, de comentários e fotos aparentemente radiantes de relacionamentos cheios de maquiagem. E nesse frenesi, escolher alguém acaba sendo fácil demais, rápido demais.

Com isso, é inevitável não se magoar e, são dessas mágoas que surge o receio de amar outra vez, de se magoar outra vez. Mas percebem? A culpa é inteiramente nossa por sermos tãoimediatistas, por conta disso, acabamos fechando portas para outro relacionamento futuro e aderindo ao tão aversivo desapego.

É preciso aprender a se doar. Aprender a se arriscar. Não estou falando de depender totalmente de alguém pra ser feliz, longe disso, até por que depositar no outro as expectativas de ser feliz significa ampliar o espectro do egoísmo a ponto de achar que o outro deve fazer você feliz.

Ser ou estar feliz é um exercício diário e depende de muitos outros exercícios para funcionar tais como: se perdoar, perdoar, amar e, principalmente, SE AMAR. A felicidade é responsabilidade própria, cabe a cada qual entender que só se pode fazer outra pessoa feliz se você está feliz.

Estamos diante de uma sociedade doente, doente de 'não amar'. Por mais que estejamos cansados, vivemos numa busca quase que existencial por algo que nos faça minimamente feliz. Temos medos constantes e alegrias rasas. Se soubéssemos que a vida é só um breve sopro, viveríamos mais, amaríamos mais e odiaríamos menos. O perdão é uma dádiva do forte.

Então aproveite cada minuto, porque ninguém sabe o que vai acontecer nos 5 minutos seguintes. Faça aquele telefonema, peça desculpas para quem você magoou, diga que ama a quem você ama. Aqui, todos estão de passagem e não devemos contar com o amanhã para lidar com os fantasmas de hoje.
Fonte: Aleteia

sábado, 6 de junho de 2015



Como orar quando alguém nos faz sofrer?


prayer

Dê a você mesmo(a) a oportunidade de desabafar com Aquele que é todo-poderoso e pode remediar as coisas

Existem pessoas que os fazem sofrer. Sabendo ou não, querendo ou não, elas nos fazem passar por maus momentos. Suas palavras nos machucam, suas atitudes nos humilham, e somos negativamente afetados pela sua falta de responsabilidade, sua infidelidade, seu temperamento instável, seus esquecimentos e negligências.
 
Diante de pessoas assim, podemos reagir sendo com elas do mesmo jeito que elas são conosco, para que “vejam o que se sente”; podemos também enfrentá-las, dizer suas verdades e colocar um “chega” nesta situação; e podemos inclusive evadir o problema, ignorando-o. Mas sabemos que estes recursos muitas vezes não funcionam.
 
No entanto, podemos também buscar o momento e as palavras mais adequadas para ajudar a pessoa a ver o que está acontecendo. Podemos colocar amor na situação. “Onde não há amor, coloque amor e você encontrará amor” (São João da Cruz). Finalmente, orarpor essas pessoas.
 
Orar por uma pessoa querida é fácil, mas orar por uma pessoa que nos faz sofrer é muito difícil.
 
O simples fato de lembrar essa pessoa talvez possa fazer você passar mal. E, se chega a formular uma oração, o mais provável é que seja para pedir a Deus que mande um raio na cabeça da pessoa, que lhe dê uma boa lição ou que simplesmente a crie de novo, diferente.
 
Mesmo com sentimentos assim, tente orar, tente novamente. Você verá que a oração vai amansar seu coração aos poucos, porque na oração se faz presente o Espírito de Deus, que é amor, e o Amor em pessoa irá renovando seu coração.
 
Ao rezar por quem a faz sofrer, você se dá a oportunidade dedesabafar com Aquele que é todo-poderoso e pode remediar as coisas; e Deus lhe faz ver que o rancor, a vingança, a falta de perdão, o ressentimento, o ódio, não são virtudes cristãs.
 
Deus nos ensina a ser como Ele: rico em misericórdia, disposto a perdoar sempre (ainda que não mereçamos), tolerante, paciente, compassivo. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34). “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23, 43).
 
O Espírito Santo começa a modelar seu coração conforme o de Deus. Você verá que todo esse rancor no seu coração é veneno que intoxica, mas, na medida em que você se purifica dele e o substitui pelo mel da caridade cristã, a vida se torna muito mais leve.
 
Já foi grande o sofrimento que essa pessoa lhe causou. Você ainda quer piorar esse sofrimento, sentindo rancor?
 
Se você rezar com fé e caridade por quem te faz sofrer, Deus agirá. Não espere resultados imediatos, mas tenha esperança, confiança absoluta.
 
A seguir, apresentamos uma sugestão de oração de intercessão e cura, do Pe. Emiliano Tardif:
 
Pai de bondade, Pai de amor,
eu te bendigo, te louvo e te dou graças
porque, por amor, nos deste Jesus.
Obrigado(a), Pai, porque, à luz do teu Espírito,
compreendemos que Ele é a luz,
a verdade e o bom pastor, que veio
para que tenhamos vida em abundância.

Hoje, Pai, quero te apresentar
este filho(a), ........ (diga o nome da pessoa).
Tu o(a) conheces pelo seu nome.
Eu o(a) apresento a Ti, Senhor,
para que Tu coloques teus olhos
de Pai amoroso sobre sua vida.
Tu conheces seu coração
e também as feridas da sua história.
Tu conheces tudo o que ele(a) quis fazer e não fez.
Conheces também o que ele(a) fez
e o que lhe fizeram, ferindo-o(a).
Tu conheces suas limitações, erros e pecados.
Conheces os traumas e complexos da sua vida.

Eu te peço, Pai, que,
pelo amor que tens ao teu Filho Jesus Cristo,
derrames teu Santo Espírito sobre ............,
para que o calor do teu amor penetre no mais íntimo do seu coração.
Tu que curas os corações destruídos, cura este irmão(a), Pai.
Entra nesse coração, Senhor Jesus,
como entraste naquela casa onde
estavam teus discípulos cheios de medo.
Entra nesse coração e dá-lhe a tua paz, o teu amor.
Passa pela sua vida e cura seu coração.

Faze brotar, Senhor, no(a) ........., os frutos da tua presença.
Dá-lhe o fruto do teu Espírito, que é o amor, a paz e a alegria.
Faze que venha sobre ele(a) o Espírito das bem-aventuranças,
para que ele(a) possa saborear e buscar teu rosto cada dia,
vivendo sem complexos nem traumas
junto ao seu cônjuge, sua família, seus irmãos.

Eu te agradeço, Pai, pelo que estás
fazendo hoje na vida de ......... .
Agradeço-te porque Tu nos curas,
porque Tu nos libertas, porque Tu rompes
as correntes e nos dás a liberdade.
Obrigado(a), Senhor,
porque somos templos do teu Espírito
e esse templo não pode ser destruído,
porque é a casa de Deus.
Eu te agradeço, Senhor, pela fé.
Obrigado(a) também pelo amor
que colocaste em nossos corações.

Que grande és, Senhor!
Amém.
Fonte: Aleteia

quarta-feira, 3 de junho de 2015



O que é exatamente a missa e por que preciso ir a ela todo domingo?


WEB-Communion-Jeffrey-Bruno

A missa é a renovação do sacrifício da cruz, o momento da entrega total de Jesus por mim, e por isso é justo que eu participe dela


Por que a maioria dos cristãos não vai à missa hoje em dia? Simplesmente por uma fé muito incipiente ou porque, mesmo entre os próprios cristãos, não se vê significado nela.
 
Nós não vamos ao aniversário de uma pessoa querida só porque “temos de ir” ou “porque estou com vontade”, mas por amor. E, se vamos ao aniversário de alguém a quem amamos, não é para ficar parados, olhando para o teto: pelo contrário, vamos para participar com alegria.
 
Mas, claro, reconhecer o valor da missa envolve – assim como o amor – um processo. É comum dizer que ninguém ama o que não conhece; por isso, esforce-se para conhecer a missa, busque todos os meios para conhecê-la.
 
O que é a missa?
 
Recordemos as palavras com as quais Jesus instituiu a Eucaristia na Última Ceia: “Fazei isso em memória de mim” (Lc 22, 19).
 
É evidente que a frase está no imperativo. Jesus não está nos pedindo um favor, está ordenando algo: que celebremos aEucaristia em sua memória. Para quê? Para recebê-lo, para receber os benefícios da redenção, para reforçar nossa comunhão com Ele, para ter vida espiritual.
 
Não consigo imaginar um cristão desatendendo uma instrução tão clara de Jesus.
 
E Cristo também disse: “Eu sou o pão vivo vindo do céu; quem comer deste pão, viverá eternamente. Minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele” (c. Jo 6, 35-38).
 
A Santa Missa é a renovação do mesmo e único sacrifício da cruz sob as espécies de pão e vinho, como na Última Ceia, e que Jesusinstituiu com as palavras “Fazei isso...”.
 
Cristo, na última vez que celebrou com seus apóstolos a ceia pascal antes da sua Paixão, quis instituir a Sagrada Eucaristia. Dessa maneira, queria ficar para sempre na história humana.
 
Assim, faria presente em todos os tempos o seu sacrifício da cruz, que ofereceria horas depois, dando-nos ao mesmo tempo seu corpo e seu sangue como alimento para a vida sobrenatural da nossa alma.
 
Na Última Ceia, Jesus instituiu o convite pascal, por meio do qual o sacrifício da cruz se torna continuamente presente quando o padre, que representa Cristo, realiza a ação que o próprio Senhor cumpriu e ordenou aos seus discípulos que fizessem em sua memória.
 
Por que tenho de ir à missa?
 
Jesus Cristo não morreu pela humanidade em geral, mas por cada pessoa em particular: por você e por mim, concretamente. A morte de Jesus na cruz é o momento da sua entrega total por mim. Ele pensa em mim. Por isso, Ele quer e é justo que eu esteja presente neste sacrifício.
 
Os principais elementos litúrgicos da missa são: o altar, os ornamentos sacerdotais, o cálice, o vinho, a patena, as hóstias (pão ázimo ou sem fermento), o lecionário (livro de leituras), o livro para a oração dos fiéis, o missal, o sacrário, o ambão, as galhetas, o corporal, pala e sanguíneo, os círios, a toalha do altar, o crucifixo, o presbitério.
Fonte: Aleteia

quarta-feira, 27 de maio de 2015



Oração para colocar a vida nas mãos de Deus


mano

Uma breve oração de confiança no amor e na ação de Deus


Em vossas mãos,
Pai santo e misericordioso,
colocamos nossa vida.
Vós a entregastes a nós,
guiai-a e enchei-a dos vossos dons.
 
Vós estais ao nosso lado
como rocha sólida e amigo fiel,
mesmo quando nos esquecemos de Vós.
 
Mas agora voltamos a Vós.
Queremos estar unidos à guia
segura das vossas mãos,
que nos conduzem à cruz.
 
Sentimos a necessidade de
meditar e de calar muito.
Sentimos também a necessidade
de falar para dar-vos graças
e para dar a conhecer a todos
as maravilhas do vosso amor.
 
Nós nos separamos de Vós,
fonte da vida,
e encontramos a morte.
 
Vosso Filho, no entanto,
não se deteve diante do pecado e da morte,
mas, com a força do amor,
destruiu o pecado,
redimiu a dor,
venceu a morte.
 
A cruz de Cristo nos revela
que o vosso amor é mais forte que tudo,
o dom misterioso e fecundo
que brota da cruz.
 
É o Espírito Santo que nos torna
partícipes da obediência filial de Jesus,
comunica-nos vossa vontade de atrair todo homem
à alegria de uma vida reconciliada
e renovada pelo amor.
 
Amém.
Fonte: Aleteia

segunda-feira, 25 de maio de 2015



Papa Francisco: o que Jesus nos pede hoje com o seu olhar?


Pope Francis 01 © Giulio Napolitano / Shutterstock.com

Jesus está te olhando com um chamado? Com um perdão? Com uma missão? - perguntou o Papa



O Papa Francisco pediu que cada cristão reflita sobre o que o olhar de Jesus lhe pede hoje. Jesus nos olha com um chamado, com um perdão, com uma missão?

Jesus ressuscitado prepara de comer para os seus discípulos e, depois da refeição, tem início um intenso diálogo entre Jesus e Pedro. Neste episódio evangélico, Francisco disse captar três olhares diferentes do Senhor sobre o Apóstolo: o olhar da eleição, do arrependimento e, por fim, da missão. O Papa falava na homilia de hoje na Casa Santa Marta.

No início do Evangelho de João, o irmão André vai até seu irmão e lhe diz: “Encontramos o Messias!”, há um olhar de entusiasmo. Jesus fixa o seu olhar sobre ele diz: “Tu és Simão, o filho de João. Chamar-te-ás Cefas”: “É o primeiro olhar, da missão”. Há, portanto, o “primeiro olhar: a vocação e um primeiro anúncio da missão”. “E como está a alma de Pedro neste primeiro olhar? – perguntou o Papa – Entusiasta. A primeira etapa de partir com o Senhor”.

A seguir, o Papa dirigiu seu olhar para a noite dramática da Quinta-feira Santa, quando Pedro renega Jesus três vezes: “Perdeu tudo. Perdeu o seu amor” e quando o Senhor cruza o seu olhar, chora.

“O Evangelho de Lucas diz: ‘E Pedro chorou amargamente’. Aquele entusiasmo de seguir Jesus se tornou choro, porque ele pecou: ele renegou Jesus. Aquele olhar muda o coração de Pedro, mais do que antes. A primeira mudança é a troca de nome e também de vocação. Este segundo olhar é um olhar que transforma o coração e é uma mudança de conversão ao amor”.

Depois, acrescentou Francisco, há o olhar do encontro depois da Ressurreição. “Sabemos que Jesus encontrou Pedro, diz o Evangelho, mas – observou o Papa – não sabemos o que foi dito”.

O olhar do Evangelho de hoje, afirmou, “é um terceiro olhar: o olhar é a confirmação da missão, mas também o olhar no qual Jesus” pede confirmação sobre o amor de Pedro. E bem 3 vezes o Senhor pede a Pedro a “manifestação do seu amor” e exorta-o a apascentar suas ovelhas. Na terceira pergunta Pedro “ficou triste, quase chora”.

“Entristecido porque pela terceira vez lhe perguntava ‘Você me ama?’”. E ele diz: ‘Mas, Senhor, tu sabes tudo. Tu sabes que eu te amo’. Jesus respondeu-lhe: ‘Apascenta as minhas ovelhas’. Este é o terceiro olhar, o olhar da missão. O primeiro, o olhar da eleição, com o entusiasmo de seguir Jesus; o segundo, o olhar de arrependimento no momento daquele pecado tão grave de ter negado Jesus; o terceiro olhar é o olhar da missão: ‘Apascenta as minhas ovelhas’; 'Cuide das minhas ovelhas'; ‘Apascenta as minhas ovelhas’.

Mas, disse o Papa, “não termina aí”. “Jesus vai mais além e diz a Pedro: “Você faz tudo isso por amor, e depois? Você vai ser coroado rei? Não”. Jesus diz a Pedro que também ele deverá segui-lo no caminho da Cruz.

“Também nós podemos pensar: qual é hoje o olhar de Jesus sobre mim? Como Jesus olha para mim? Com uma chamada? Com um perdão? Com uma missão? Mas, no caminho que Ele fez todos nós estamos sob o olhar de Jesus. Ele sempre olha para nós com amor. Ele nos pede algo, nos perdoa algo e nos dá uma missão. Agora Jesus está sobre o altar. Cada um de nós pense: 'Senhor, Tu estás aqui, entre nós. Fixa o Teu olhar em mim e me diga o que devo fazer; como devo chorar os meus erros, os meus pecados; com qual coragem devo continuar no caminho que Tu fizeste por primeiro”.

Neste dia, concluiu o Papa Francisco, nos fará bem reler este diálogo com o Senhor e pensar “no olhar de Jesus sobre mim”.

FONTE: Rádio Vaticano