quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Outubro mês do Rosário


Na repetição das orações do Pai Nosso, das Aves Marias e do Glória ao Pai vai criando em nossa mente o filme da vida de Cristo.

 

Outubro, o mês das Missões, é o mês em que somos convidados a refletir sobre a atualidade do Santo Rosário em nossa vida cristã. Por isso mesmo, neste mês devemos reforçar a nossa devoção mariana empreendendo a Oração do Rosário em família, em grupos de orações, nos setores pastorais, nas comunidades e nas paróquias. Essa devoção contemplativa faz-nos meditar sobre os mistérios de nossa redenção. É uma oportunidade de chegar às pessoas em todos os lugares e começar ali um grupo católico, embrião de uma futura pequena comunidade. Neste tempo em que tanto falamos de Paróquia como comunidade de comunidades, uma das formas de iniciarmos uma comunidade é através da oração. É claro que os grupos de reflexão, círculos bíblicos e outros tipos de reuniões e celebrações também formam as futuras comunidades, que farão parte da paróquia presente em todo o seu território. São oportunidades que nos ajudam a viver o trabalho pastoral. Mas a Oração do Rosário também precede as celebrações eucarísticas, acompanha-nos nas viagens, nos tempos de reflexão, andando pelos caminhos, nos momentos de alegria ou aflição, fazendo-nos próximos do Senhor que nos conduz e ilumina nossas vidas.

Na Carta Apostólica sobre o “Rosário da Virgem Maria”, o Papa João Paulo II nos ensina que: "O Rosário, de fato, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio. Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, o crente alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor" (cf. RVM, n. 1). Com isso vemos que essa oração devocional sustentou durante muito tempo a vida cristã católica de nosso povo num passado não muito distante.

João Paulo II nos incentivava a reza do Rosário cotidianamente pelo "fato de este constituir um meio validíssimo para favorecer entre os crentes aquele compromisso de contemplação do mistério cristão que ele propôs na Carta apostólica Novo millennio ineunte como verdadeira e própria pedagogia da santidade: 'Há necessidade dum cristianismo que se destaque principalmente pela ‘arte da oração'. Enquanto que na cultura contemporânea, mesmo entre tantas contradições, emerge uma nova exigência de espiritualidade, é extremamente urgente que as nossas comunidades cristãs se tornem 'autênticas escolas de oração'. O Rosário situa-se na melhor e mais garantida tradição da contemplação cristã. Desenvolvido no Ocidente, é oração tipicamente meditativa e corresponde, de certo modo, à 'oração do coração' ou 'oração de Jesus' germinada no húmus do Oriente cristão" (cf. RVM, n. 5).

O Papa disse que o Rosário é o compêndio dos Santos Evangelhos: o Rosário é um dos percursos tradicionais da oração cristã aplicada à contemplação do rosto de Cristo. Paulo VI assim o descreveu: 'Oração evangélica, centrada sobre o mistério da Encarnação redentora, o Rosário é, por isso mesmo, uma prece de orientação profundamente cristológica. Na verdade, o seu elemento mais característico – a repetição litânica do 'Alegra-te, Maria' – torna-se também ele louvor incessante a Cristo, objetivo último do anúncio do Anjo e da saudação da mãe do Baptista: 'Bendito o fruto do teu ventre' (Lc 1, 42). “Diremos mais ainda: a repetição da Ave Maria constitui a urdidura sobre a qual se desenrola a contemplação dos mistérios; aquele Jesus que cada Ave Maria relembra é o mesmo que a sucessão dos mistérios propõe, uma e outra vez, como Filho de Deus e da Virgem Santíssima" (cf. RVM, n. 18).

O Rosário é composto de quatro mistérios: gozosos, dolorosos, gloriosos e da luz. Os mistérios da luz foram acrescidos pelo Papa João Paulo II. Ensina o futuro santo que: "Passando da infância e da vida de Nazaré à vida pública de Jesus, a contemplação leva-nos aos mistérios que se podem chamar, por especial título, 'mistérios da luz'. Na verdade, todo o mistério de Cristo é luz. Ele é a 'luz do mundo' (Jo8, 12). Mas esta dimensão emerge particularmente nos anos da vida pública, quando Ele anuncia o evangelho do Reino. Querendo indicar à comunidade cristã cinco momentos significativos – mistérios luminosos – desta fase da vida de Cristo: 1o no seu Batismo no Jordão, 2o na sua auto-revelação nas bodas de Caná, 3o no seu anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão, 4o na sua Transfiguração e, enfim, 5o na instituição da Eucaristia, expressão sacramental do mistério pascal".

O Santo Rosário "coloca-se ao serviço deste ideal, oferecendo o “segredo” para se abrir mais facilmente a um conhecimento profundo e empenhado de Cristo. Digamos que é o caminho de Maria. É o caminho do exemplo da Virgem de Nazaré, mulher de fé, de silêncio e de escuta. É, ao mesmo tempo, o caminho de uma devoção mariana animada pela certeza da relação indivisível que liga Cristo à sua Mãe Santíssima: os mistérios de Cristo são também, de certo modo, os mistérios da Mãe, mesmo quando não está diretamente envolvida, pelo fato de Ela viver d'Ele e para Ele. Na Ave Maria, apropriando-nos das palavras do Arcanjo Gabriel e de Santa Isabel, sentimo-nos levados a procurar sempre em Maria, nos seus braços e no seu coração, o 'fruto bendito do seu ventre' (cf. Lc 1, 42) “(cf. RVM 24).

Vivemos no dia a dia da correria, de uma sociedade desorientada, infelizmente, em tempos tortuosos e agitados. O mundo parece estar cansado. A Virgem Maria continua cantando em nossos corações: "Derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes" (Lc 1,52-53). Entre um mistério e outro repetimos: "Jesus, socorrei principalmente os que mais precisarem". Por isso, na cidade, ou no campo – religiosos, leigos, bispos, padres, até o Papa – todos têm uma simpatia especial pelo “Terço”, rezado por toda a Igreja, que encontra nele uma maneira prática de estar com Deus. Aqui, os grupos do “terço dos homens” se multiplicam. Agora também com o “terço das mulheres”, além dos vários grupos de espiritualidades marianas. O evento arquidiocesano “Senhora do Rosário” quis reunir em nossa catedral, para uma Oração do Terço, todos os grupos que se empenham comunitariamente em rezá-lo.

Portanto, movido pelo entusiasmo da JMJ Rio 2013, convido particularmente os jovens, que já sabem rezar o Rosário, que ensinem esta devoção aos outros jovens ou aos seus companheiros e amigos que ainda não experimentaram a riqueza desta oração mariana. Na repetição das orações do Pai Nosso, das Aves Marias e do Glória ao Pai vai criando em nossa mente o filme da vida de Cristo. Assim, rezando o terço, iremos crescer sempre na maior intimidade com a vida do Cristo Redentor.

Que Nossa Senhora do Rosário nos ajude a redescobrir a beleza e a atualidade do Santo Rosário. E peço a todos: rezem nas intenções da igreja, do santo padre, e também por mim e pela nossa Arquidiocese!
Fonte: Aleteia

Na comunidade cristã, precisamos dos dons de todos, afirma Papa Francisco


Na catequese de hoje, o Papa Francisco recordou Santa Teresinha: foi na oração que descobriu que seu carisma é o amor

Os carismas na Igreja foram o tema da Audiência Geral desta quarta-feira.

Prosseguindo sua série de catequeses sobre a Igreja, o Papa Francisco falou dos dons que o Espírito Santo lhe oferece para a sua caminhada na história. Na linguagem comum, quando se fala de “carisma”, se entende um talento, uma habilidade natural. Mas na perspectiva cristã, assume outra conotação que vai além de uma qualidade pessoal. 

O carisma é uma graça, um dom dispensado por Deus Pai, através da ação do Espirito Santo, para que seja colocado a serviço de todos. De fato, é no seio da comunidade que alguém pode reconhecer os carismas que tem. E Francisco brincou com a multidão, dizendo que uma pessoa não pode achar que tem o dom de cantar. São os outros que têm que reconhecer este carisma.

Mas é importante se questionar: “Há qualquer carisma que o Senhor fez nascer em mim e que os meus irmãos, na comunidade cristã, reconheceram e encorajaram? E como me comporto em relação a este dom: com generosidade ou como motivo de orgulho?”

Todavia, acrescentou o Papa, a mais bela experiência é descobrir a diversidade e a multiplicidade de carismas na Igreja, pois todos são um dom do Pai à comunidade para que esta cresça harmoniosamente como um só corpo: o corpo de Cristo. “Ai de nós se fizermos de tais dons motivo de inveja ou de divisão!”, advertiu.

Como nos recorda São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, todos os carismas são importantes aos olhos de Deus e ninguém é insubstituível; isto quer dizer que, na comunidade cristã, precisamos uns dos outros e cada dom recebido só se realiza plenamente quando é partilhado com os irmãos para o bem de todos. “Quando a Igreja se expressa em comunhão, não pode errar”, disse o Papa.

Por fim, o Pontífice recordou que hoje celebramos Santa Teresinha do Menino Jesus, que morreu aos 24 anos. “Ela queria ter todos os carismas”, disse o Papa. Porém, foi na oração que Santa Teresinha descobriu que seu carisma é o amor, dizendo a frase: “No coração da Igreja, serei amor”.

E este carisma, reforçou Francisco, todos temos: “Peçamos então a Santa Teresinha esta capacidade de amar a Igreja e aceitar todos os carismas, com o amor de seus filhos.”

(Rádio Vaticano)

sábado, 27 de setembro de 2014

Espiritualidade: conversa com Deus…


Transmita às pessoas o quanto é importante a devoção e o reconhecimento de tudo que nos é dado


Um dia, levantei-me de manhã cedo para assistir o nascer do sol. A beleza da criação Divina estava além de qualquer descrição. Enquanto eu assistia, louvei a Deus pelo Seu belo trabalho.

Sentado lá, senti a presença de Deus comigo. Ele me perguntou:

- Você me ama?

Eu respondi:

- É claro, meu Deus. Você é meu Senhor e Salvador.

Então Ele perguntou:

- Se você tivesse alguma dificuldade física, ainda assim Me amaria?

Eu fiquei perplexo. Olhei para meus braços, pernas e para o resto do meu corpo e me perguntei quantas coisas eu não seria capaz de fazer as coisas que eu dava por certas. E eu respondi:

- Seria difícil, Senhor; mas eu ainda Te amaria.

Então o Senhor disse:
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- Se você fosse cego, ainda amaria minha criação? Como eu poderia amar algo sem a possibilidade de vê-lo?

Então eu pensei em todas as pessoas cegas no mundo e quantos deles ainda amaram Deus e Sua criação. Então respondi:

- É difícil pensar nisto, mas eu ainda Te amaria.

O Senhor então perguntou-me:

- Se você fosse surdo, ainda ouviria minha palavra?

Como poderia ouvir algo sendo surdo? Então eu entendi. Ouvir a palavra de Deus não é simplesmente usar os ouvidos, mas nossos corações. Eu respondi:

- Seria difícil, mas eu ainda ouviria a Tua palavra.

O Senhor então perguntou:

- Se você fosse mudo, ainda louvaria Meu nome?

Como poderia louvar sem uma voz? Então me ocorreu: Deus quer que cantemos de toda nossa alma e todo nosso coração. Nao importa como possa parecer. E louvar a Deus não é sempre com uma canção, mas quando somos oprimidos, nós louvamos a Deus com nossas palavras de gratidão. Então eu respondi:

- Embora eu não pudesse fisicamente cantar, eu ainda louvaria teu nome.

E o Senhor perguntou:

- Você realmente Me ama?

Com coragem e forte convicção, eu respondi seguramente:

- Sim, Senhor (…) Eu te amo! Tu és o unico e verdadeiro Deus.

Eu pensei ter respondido bem, mas entao Deus perguntou:

- ENTÃO POR QUE PECAS?

Eu respondi:

- Porque sou apenas um ser humano. Não sou perfeito.

- Então, por que em tempos de paz você vagueia ao longe? Por que somente em tempos de problemas você ora com fervor?

Sem respostas… somente lágrimas. O Senhor continuou:

- Por que cantas somente nas confraternizações e nos retiros? Por que me buscas somente nas horas de adoração? Por que Me pedes coisas tão egoístas? Por que me fazes perguntas tão sem fé?

As lágrimas continuavam a rolar em minha face.

- Por que você tem vergonha de mim? Por que você não está anunciando as Boas Novas? Por que em tempos de opressão, você chora a outros quando eu ofereço Meu ombro pra você chorar nele? Por que cria desculpas quando lhe dou oportunidades de servir em Meu nome? Você é abençoado com vida. Eu não te fiz para que jogasse este presente fora. Eu lhe abençoei com talentos para Me servir, mas você continua a se virar. Eu revelei Minha Palavra a você, mas você não progride em conhecimento. Eu falei com você, mas seus ouvidos estavam fechados. Eu mostrei minhas bênçãos, mas seus olhos se voltavam para outra direção. Eu lhe mandei servos, mas você  se sentou ociosamente enquanto eles eram afastados. Eu ouvi suas orações e respondi a todas elas… Eu quis responder, mas não havia resposta a ser dada. VOCÊ VERDADEIRAMENTE ME AMA?

Eu não pude responder. Como eu poderia? Eu estava inacreditavelmente constrangido. Eu não tinha desculpa. O que eu poderia dizer? Quando meu coração chorou e as lágrimas brotaram, eu disse:

- Por favor, perdoe-me Senhor. Eu não sou digno de ser seu filho.

O senhor respondeu:

- Esta é Minha Graça, meu filho.

E o Senhor continuou:

- Porque você é Minha criação. Você é meu filho. Eu nunca te abandonarei. Quando você chorar, Eu terei compaixão e chorarei com você. Quando você estiver alegre, Eu vou rir com você. Quando você estiver desanimado, Eu te encorajarei. Quando você cair, Eu vou te levantar. Quando você estiver cansado, Eu te carregarei. Eu estarei com você até o final dos tempos, e te amarei pra sempre.

Eu jamais chorei daquela maneira antes. Como pude ter sido tão frio? Como pude ter magoado Deus como fiz? Então eu perguntei a Deus:

- O Senhor me ama?

O Senhor esticou Seu braço. Logo, curvei-me aos seus pés, e, pela primeira vez eu orei verdadeiramente (…).

Transmita às pessoas o quanto é importante a devoção e o reconhecimento de tudo que nos é dado. Dê valor às coisas simples, não seja ambicioso, muito menos materialista; trate “seus irmãos” com dignidade (…).
(Cléofas)
Fonte: Aleteia

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O que fazer quando os filhos já não escutam os pais?


Você é sacerdote do seu lar e pode exercer este sacerdócio com a autoridade que o Senhor lhe deu para isso

A paternidade é um dom, mas, como tal, implica responsabilidade. A concepção de um filho exige novas atitudes diante da própria vida e daquela que foi colocada nos braços dos pais, levando em consideração que o filho não lhes pertence, que a pátria potestade que a natureza e o Estado lhe reconhecem não são um simples direito, mas um dever a ser cumprido.

Tais direitos não se limitam aos conteúdos da Carta Universal dos Direitos Humanos, mas também a outros que a Bíblia nos traz: " Quem se descuida dos seus, e principalmente dos de sua própria família, é um renegado, pior que um infiel" (1 Tim 5, 8); "Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração. Tu os inculcarás a teus filhos, e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares" (Dt 6, 6-7).

Não é somente o Estado quem exigirá o cumprimento das responsabilidades que os pais têm, mas o próprio Deus pedirá contas a eles com relação ao dom que lhes ofereceu.

Não é fácil educar, sobretudo quando se leva em consideração que tudo o que a família ensina em casa parece querer ser tirado pelo mundo, diante das propostas destrutivas que este faz permanentemente, mascaradas de comodidade e prazer.

Chega um momento da vida em que, como pai de família, você experimentará a limitação que seus filhos vão impondo à sua autoridade sobre eles e de que maneira sentem que cada ensinamento se torna o que eles consideram uma limitação da sua autonomia e liberdade.

Então surge o desespero e a frustração embarga o coração dos que veem, impotentes, como seus filhos vão pisoteando tudo aquilo que lhes foi transmitido com tanto esforço, para começar a viver de uma maneira muitas vezes contrária aos princípios cristãos.

"O que fazer?" – perguntam-se muitos. É então que começam a nos procurar para pedir um pouco de oração pelo rebelde que se afasta cada vez mais de Deus: "O senhor está mais perto de Deus, padre, Ele o escuta mais facilmente". Diante destas petições, costumo dizer que eu posso fazer a oração, mas que a oração de um pai e de uma mãe é insubstituível aos olhos de Deus.

Todos os pais e mães de família são verdadeiros sacerdotes do seu lar; estão chamados a oferecer sacrifícios pelos seus
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filhos e por si mesmos diante do Senhor, pela sua conversão e salvação.

Deus nunca deixará de ouvir a oração de uma mãe aflita que clama ao céu pela conversão dos seus filhos. Esta oração tem todo o poder de transformar e de fazer o inferno tremer, pela fé daquela que, de joelhos diante do Senhor, lhe oferece um culto reverente e de adoração obediente.

As famílias de hoje precisam de pais que cubram seus filhos com sua oração. Enquanto são pequenos, eles se deixam levar e escutam atentamente o que lhes é ensinado, mas, na adolescência e na juventude, sentem-se invencíveis e acreditam que nada nem ninguém poderá prejudicá-los, e sobretudo acham que estão totalmente prontos para vencer o mal.

O que não sabem é que o mal nunca aparece com seu verdadeiro rosto, mas com outro disfarçado de bem, de bondade, de altruísmo e de "amigos" que só querem ajudar a voar.

Mães e pais intercessores sabem que a oração não é somente para pedir saúde (considerado o maior bem existente, algo que não é verdade), mas também para pedir sabedoria, como Salomão, para conduzir seus filhos ao porto seguro da eternidade diante de Deus.

Precisamos de pais e mães que confiem no poder que sua oração tem, como a de Maria nas bodas de Caná, e que se unam para ajudar-se nesta tarefa de interceder pelos seus familiares.

A responsabilidade da paternidade não acaba com a maioridade dos filhos, pois o limite não é entregá-los ao mundo sendo bons cidadãos, mas filhos salvos pelo amor de Jesus. "De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se perde sua alma?"

Dobre seus joelhos diante do Criador, clame ao céu para que, pela sua obediência, todos os da sua casa sejam abençoados. Lembre-se de que você pode ser um instrumento de salvação ou condenação para eles.

Você é sacerdote do seu lar e precisa exercer este sacerdócio com a autoridade que o Senhor lhe deu para isso. O Senhor o escutará. Quando os conselhos não são ouvidos por um filho obstinado, a oração que você faz por ele será seu principal recurso na fé.
FONTE: Aleteia

Movimento Apostólico de Schoenstatt organiza Centenário da Aliança de amor

A importância da Santíssima Virgem, a mulher, que é próxima de Deus e dos homens desempenha um papel fundamental para o Movimento Apostólico de Schoenstatt, que tem por objetivo principal a responsabilidade de seus aliados para proteção dos cristãos e a condução do amor de Deus para com os homens em suas vidas diárias.

1376484_355147844630458_431356371_nÉ com esta intenção que o Santuário de Shoenstatt da Diocese de Guarapuava, localizado na PR 170, Km 06, no trevo de saída para o Pinhão está organizando o Centenário da Aliança de amor.  A programação inicia  de segunda a sexta feira, no dia (09)de outubro às 20hs com o preparativo da Novena onde as paróquias do Decanato Centro vão presidiar com término no dia (17), já aos sábados e domingos às 17hs.
Para o encerramento da programação, no dia (18) as 9h terá o terço meditado, 9h45 a conquista da Estrela Comemorativa, perto do horário de almoço às 11h30 a Celebração da Aliança de Amor transmitida direto de Schoenstatt da Alemanha e as 16h celebração eucarística (Missa).
Durante todos os dias da programação haverá apresentação dos trabalhos do movimento de Shoenstatt nas 05 áreas de atuação (FAMÍLIA, JUVENTUDE, IGREJA, PEDAGOGIA E SOCIEDADE, também atividades para as crianças e venda de lanches).
Para mais informações entrar em contato pelo telefone (42) 3623-2682.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Nossas feridas aos olhos de Deus


Deus nos aceita como somos e não se envergonha das nossas fraquezas

Como as nossas feridas são importantes! Da ferida pode brotar a vida, surgir a esperança. Sim, dessa ferida que causa tanta dor e que às vezes temos vontade de tapar, esconder, negar.

Deus nos quer com as nossas feridas, não apesar delas. Nossas feridas podem ser fonte de vida, como a ferida do lado de Cristo. Quando as aceitamos e beijamos, Deus as usa para gerar vida.

Deus não nega nossas feridas. Ele não constrói sobre uma alma sem pecado, exceto no caso de Maria. O Senhor nos aceita como somos e não se envergonha de nós.

Podemos pensar que Deus só ama nossas virtudes e aproveita somente o que fazemos bem, os talentos que Ele nos deu. É difícil compreender que Deus possa querer usar nossa limitação, nossa fraqueza, aquela ferida que queremos esquecer, para dar vida em abundância a outros.

Deus utiliza o barro da nossa história pessoal para criar uma obra de arte. A ferida e a ruptura se tornam pontes, caminhos de santidade. Sem nossas fraquezas, Deus não pode dar vida a outros, porque elas são portas de entrada para Deus e para os outros; nossas feridas nos fazem humildes, misericordiosos, nos fazem julgar a realidade partindo da pequenez, não do orgulho.

Chega de formular ideais que não são nossos, mas tirados da vida dos santos ou de ideais distantes, que nos destroem por dentro, ao recordar-nos continuamente a desproporção entre aquilo por que ansiamos e o que somos.

Tenhamos nossas feridas como ponto de partida, nossa vida assim como ela é, nossa pequenez que sonha com as alturas. Precisamos entender que é a partir dessas feridas, do mais profundo da nossa dor, dessa história da qual muitas vezes nos envergonhamos que Deus começa a esculpir a verdadeira obra-prima que Ele quer fazer conosco.

Nossas feridas são nosso caminho de salvação. Aceitemos a nossa história, porque Deus fará maravilhas com ela. Ele pode fazer maravilhas com a nossa pobreza, como fez com Maria, partindo da sua pequenez, como fez com os santos.

Viver assim nos tornará mais misericordiosos, humanos, humildes e alegres, porque não precisaremos nos defender de ninguém.

Às vezes, valorizamos demais os talentos e nos focamos só nas capacidades; a perfeição nos atrai; as pessoas mais destacadas parecem ser mais fecundas que as que não sabem tanto, que parecem não ter muitos talentos, que são complicadas, que estão muito feridas.

Mas não estamos aqui para buscar só a eficiência e a perfeição, para ser seletivos, porque não foi esse o caminho que Jesus seguiu. Ele se cercou de pecadores e pessoas rejeitadas, feridas, doentes.

Tenhamos um coração aberto e misericordioso como o de Jesus, um coração que veja as pessoas como Ele as vê.
Fonte: Aleteia

O Moleiro, O Filho e o Burro  
Um dia de verão, um moleiro e seu filho saíram do moinho e iam levando um burrinho à feira da aldeia vizinha, para vendê-lo. No caminho, algumas moças começaram a rir deles.

    - Que bobos vocês são! Bem poderia a criança montar no burro, em vez de ir a pé num dia tão quente!

    O moleiro fez o filho montar no burro e continuou andando a seu lado. Logo chegaram perto de um grupo de velhos e um deles disse, apontando o moleiro, o filho e o burro:

    - Ninguém mais respeita os velhos! Reparem só! Enquanto uma criança monta no burro, seu velho pai se esfalfa a arratá-lo!

    Ouvindo-o, o moleiro fez descer o filho da garupa do burro e ele próprio montou-o, continuando logo o caminho.

    Chegaram junto a um grupo de mulheres e crianças. Uma das mulheres exclamou:

    -Como pode um homem adulto ir montado num burro e deixar uma criança ir a pé!

    O moleiro suspendeu o filho e colocou-o em cima do burro. Logo adiante, de outro grupo surgiu um homem que gritou:

    - Que malvados! Como podem maltratar assim um burrinho tão pequeno?

    Envergonhado, o moleiro amarrou as pernas do burro e carregou-o nas costas, ajudado pelo filho.

    Os moradores da aldeia riram `s gargalhadas quando viram pai e filho carregando o burro. Riram tanto que o burrinho se assustou, começou a sacudir as pernas, as cordas que as amarravam rebentaram, e ele caiu dentro do rio.

Moral da História - "Quando se quer agradar a todos, acaba-se não agradando a ninguém."