segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O decálogo da felicidade do Papa Francisco


Em uma entrevista a uma revista argentina, o Papa deixou conselhos preciosos se para alcançar uma vida realizada e cheia de sentido

O Papa Francisco concedeu uma entrevista à revista argentina Viva, publicada no dia 27 de julho, em que deixou para os leitores algumas dicas preciosas para ajudar na busca da felicidade. Eis os 10 conselhos do Papa:

1) Viver e deixar viver, primeiro passo para a felicidade
"Aqui os romanos têm um ditado e podemos levá-lo em consideração para explicar a fórmula que diz: 'Vá em frente e deixe as pessoas irem junto'." Viva e deixe viver é o primeiro passo da paz e da felicidade.

2) Doar-se aos outros para não deixar o coração dormindo
"Se alguém fica estagnado, corre o risco de ser egoísta. E água parada é a primeira a ser corrompida."

3) Mover-se com humildade, com benevolência entre as pessoas e as situações
O Papa usa o termo “remansadamente”, de um clássico da literatura argentina. "No [romance] 'Dom Segundo Sombra' há uma coisa muito linda, de alguém que relê a sua vida. Diz que em jovem era uma corrente rochosa que levava tudo à frente; quando adulto era um rio que andava para a frente e que na velhice se sentia em movimento, mas remansado. Eu utilizaria esta imagem do poeta e romancista Ricardo Guiraldes, este último adjetivo, remansado. A capacidade de se mover com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os anciãos têm essa sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não se importa com os mais velhos não tem futuro."

4) Preservar o tempo livre como uma sadia cultura do ócio
“O consumismo levou-nos a essa ansiedade de perder a sã cultura do ócio, desfrutar a leitura, a arte e as brincadeiras com as crianças. Agora confesso pouco, mas em Buenos Aires confessava muito e quando via uma mãe jovem perguntava: Quantos filhos tens? Brincas com os teus filhos? E era uma pergunta que não se esperava, mas eu dizia que brincar com as crianças é a chave, é uma cultura sã. É difícil, os pais vão trabalhar e voltam às vezes quando os filhos já dormem. É difícil, mas há que fazê-lo".

5) O domingo é para a família
"Um outro dia, em Campobasso (Itália), fui a uma reunião entre o mundo universitário e mundo trabalhador, todos reclamavam que o domingo não era para trabalhar. O domingo é para a família".

6) Ajudar de forma criativa os jovens a conseguir um emprego digno
"Temos de ser criativos com este desafio. Se faltam oportunidades, caem na droga. E é muito elevado o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. Outro dia li, mas não me fio porque não é um dado científico, que havia 75 milhões de jovens com menos 25 anos desempregados. Não basta dar-lhes comer, há que inventar cursos de um ano de canalizador, electricista, costureiro. A dignidade de levar o pão para casa".

7) Cuidar da natureza, amar a criação
"Há que cuidar da criação e não o estamos fazendo isso. É um dos maiores desafios que temos.”

8) Esquecer-se rapidamente do negativo que afeta a vida
“A necessidade de falar mal de alguém indica uma baixa auto-estima. É como dizer ‘sinto-me tão em baixo que em vez de subir baixo o outro’. Esquecer-se rapidamente do negativo é muito mais saudável”.

9) Respeitar o pensamento dos outros
“Podemos inquietar o outro com o testemunho para que ambos progridam com essa comunicação, mas a pior coisa que se pode fazer é o proselitismo religioso, que paralisa: ‘Eu dialogo contigo para te convencer'. Não. Cada um dialoga sobre a sua identidade. A Igreja cresce por atração, não por proselitismo".

10) Buscar a paz é um compromisso
"Vivemos uma época de muitas guerras. Na África parecem guerras tribais, mas são algo mais. A guerra destrói. E o clamor pela paz é preciso ser gritado. A paz, às vezes, dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, é sempre uma paz ativa".
Fonte: Aleteia

domingo, 21 de setembro de 2014

Carta de Jesus para você: da minha cruz à sua solidão

A você, que nem sempre acredita que estou ao seu lado, que me olha e não me vê, e às vezes perde a esperança em me encontrar

Eu escrevo da minha cruz à sua solidão. A você, que tantas vezes olhou para mim sem me ver e me ouviu sem me escutar. A você, que tantas vezes prometeu me seguir de perto e, sem saber por quê, se distanciou das pegadas que lhe deixei no mundo para que você não se perdesse.

A você, que nem sempre acredita que estou ao seu lado, que me procura sem me achar e às vezes perde a esperança em me encontrar. A você, que de vez em quando pensa que eu sou apenas uma lembrança e não compreende que estou vivo.

Eu sou o começo e o fim; sou o caminho para você não se desviar, a verdade para que você não erre, e a vida para que você não morra. Meu tema favorito é o amor, que foi minha razão para viver e para morrer.

Eu fui livre até o fim; tive um ideal claro e o defendi com o meu sangue para salvar você. Fui mestre e servidor, sou sensível à amizade e há muito tempo espero pela sua.

Ninguém como eu conhece sua alma, seus pensamentos, seu proceder, e sei muito bem quão grande é o seu valor. Sei que talvez sua vida pareça pobre aos olhos do mundo, mas sei também que você tem muito para dar, e tenho certeza de que, dentro do seu coração, há um tesouro escondido: conheça-se e então você reservará um lugar para mim.

Se você soubesse quanto tempo faz que bato à porta do seu coração e não recebo resposta! Às vezes sofro quando você me ignora e me condena, como Pilatos; também sofro quando você me nega, como Pedro; e quando me trai, como Judas.

Hoje, eu lhe peço que se una à minha dor, que carregue sua pequena cruz junto à minha. Peço-lhe paciência com relação aos seus inimigos, amor ao seu cônjuge, responsabilidade com seus filhos, tolerância com os idosos, compreensão com seus irmãos, compaixão pelo que sofre, serviço com todos, assim como eu vivi e lhe ensinei.

Eu não gostaria de voltar a vê-lo egoísta, rebelde, inconformado, pessimista. Gostaria que sua vida fosse alegre, sempre jovem e cristã. Cada vez que você desanimar, procure-me e me encontrará; cada vez que você se sentir cansado, converse comigo, conte-me seus problemas.

Cada vez que você achar que não serve para nada, não se deprima, não se ache inferior, não se esqueça de que precisarei da sua pequenez para entrar na alma do seu próximo.

Cada vez que você se sentir sozinho na estrada, não se esqueça de que estou com você. Não se canse de me pedir, que eu não me cansarei de lhe dar; não se canse de me seguir, que eu não me cansarei de acompanhar você.

Nunca o deixarei sozinho.

(Artigo publicado originalmente por Oleada Joven)
Fonte: Aleteia
Igreja Católica do Paraná se reúne para a 35ª Assembleia do Povo de Deus

A Assembleia inicia na sexta-feira (26), em Curitiba

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“Comunidade de Comunidades: Uma nova paróquia”, agora Documento da CNBB sob o número 100, será o tema da 35ª Assembleia do Povo de Deus do Regional Sul 2 da CNBB, que acontece em Curitiba, de 26 a 28 de setembro.
O local da Assembleia, Casa de Retiros Nossa Senhora do Mossungê, reunirá todos os arcebispos e bispos das Arquidioceses e Dioceses do Paraná, Arquieparquia e Eparquia Ucraniana Católica, coordenadores da Ação Evangelizadora, coordenadores diocesanos da Pastoral da Comunicação (Pascom), coordenadores diocesanos dos grupos de reflexão e leigos ligados a coordenações pastoral, além dos coordenadores regionais das pastorais, organismos e movimentos da igreja, para este encontro anual. Cada diocese estará enviando 5 pessoas e a previsão é que a Assembleia supere o número de 150 participantes.
A Assembleia inicia na sexta-feira (26), às 14h, com término previsto para as 13h do domingo (28). O episcopado paranaense já reúne-se na manhã da sexta-feira, a partir das 7h40.
Para comemorar o Jubileu de Ouro do Regional Sul 2 acontecerá um jantar festivo, no Restaurante Cascatinha de Santa Felicidade.
Fonte: diopuava

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O drama da vida diária

Para o cristão, toda experiência tem significado

"A religião consiste na crença de que tudo o que nos acontece é extraordinariamente importante. Por esse motivo, a religião não pode desaparecer do mundo" (Cesare Pavese, 1908-1950, poeta italiano e suicida).

Certa vez, durante uma missa em que a leitura tratava da conversão de São Paulo no caminho de Damasco (Atos 9,3-9), o padre observou na homilia: "Nossas vidas são muito diferentes da vida de São Paulo. As nossas vidas não têm tanta dramaticidade".

“A minha tem!”, eu pensei na hora. A minha vida tem um nível de drama inacreditável, todos os dias, o dia todo! Será que as fotos vão ficar boas? Será que, pela primeira vez na vida, eu vou conseguir manter a calma na conversa com o departamento de cobranças da operadora de celular? Será que o leite vai ser suficiente para o café da manhã ou vou ter que sair para comprar na loja de conveniência? E, neste caso, não é melhor ir até o mercadinho e pegar também o jornal e aproveitar para subir a colina e ver se a figueira já começou a dar figos? Será que eu vou conseguir redigir essa frase, parágrafo, ensaio, postagem do blog ou livro do jeito que eu quero?

Carl Jung observou certa vez:
"A experiência religiosa é absoluta; ela não pode ser contestada. Você só pode dizer que nunca teve essa experiência, e o seu oponente vai responder: ‘Desculpe, mas eu sim’. E aí a discussão termina. Não importa o que o mundo pensa sobre a experiência religiosa: quem a tem possui um grande tesouro, que se tornou para ele uma fonte de vida, de significado e de beleza, e que trouxe um novo esplendor ao mundo e à humanidade. Ninguém sabe quais são as coisas finais. Temos, portanto, que acatá-las à medida que as experimentamos. E se essa experiência ajuda a tornar a vida mais saudável, mais bonita, mais completa e mais satisfatória para você e para aqueles que você ama, você pode dizer com segurança: ‘Foi a graça de Deus’".

Nós acreditamos, portanto, não por causa daquilo que os outros nos dizem, mas por causa daquilo que aconteceu conosco. E a maior parte do que nos acontece, quando olhamos de fora, não é particularmente chamativa. Ainda assim, se você é humano, é bem provável que, neste exato momento, você esteja desejando alguém, chateado com alguém, com ciúmes de alguém, ressentido com alguém, incomodado com alguém, sentindo-se abandonado por alguém, com medo de alguém (e talvez esses vários alguéns sejam a mesma pessoa). Você está preocupado com as suas finanças, com o seu peso, com os seus dentes, com o seu futuro, com seus pais idosos, com sua própria idade que também vai aumentando, com os seus filhos rebeldes, com o câncer no mundo, com a possibilidade de ter feito papel de bobo na noite passada, com o que vai comer no almoço.

Eu demorei muito tempo para entender que a religião não é aquilo que fazemos quando conseguimos deixar tudo isso de lado. A religião é perceber que existe um poder maior do que nós e que ele está conosco inclusive no meio de tudo isso.

"No meio da minha vida diária, nas pessoas com quem entrei em contato com, nas coisas que li e ouvi, eu senti aquela sensação de estar sendo acompanhada, de ser desejada; um sentimento de esperança e de expectativa", disse Dorothy Day, fundadora do Movimento Operário Católico.

A vida que interiormente é vivida ao máximo, mas que exteriormente é contida, focada e quase invisível, é uma marca do santo. "Até mesmo pegar um alfinete, se for por amor, pode converter uma alma", declarou Santa Teresa de Lisieux.
 
É claro que há uma linha tênue entre a paixão e a patologia: a crença de que tudo o que acontece conosco é extremamente importante também é a crença do narcisista. Por isso, é importante lembrar que tudo o que nos acontece não é importante porque nós sejamos importantes, mas porque Deus é importante.

Só Cristo, aprendi, pode preencher o meu coração, o meu desejo, a minha saudade, a minha dor, os meus anseios, a minha fome e a minha sede; o meu amor. Sem Ele, a vida poderia se tornar tão dramática e tão extraordinária que não suportaríamos a intensidade dos nossos sentimentos.

Morrer por amor, no entanto, talvez seja justamente a razão pela qual a religião não pode nunca desaparecer da face da terra.
Fonte: Aleteia

Os dois viajantes e o urso

Um amigo verdadeiro não abandona o outro nas horas de aflição. Amigo da onça é aquele que, nas horas em que mais precisamos, se afasta de nós.

Certa vez, dois homens viajavam a pé dentro de uma floresta. De repente, um enorme urso lhes apareceu. Um deles correu e subiu em uma árvore. O outro, incapaz de enfrentar sozinho a enorme fera, deitou-se no chão e permaneceu imóvel, fingindo estar morto.

O urso aproximou-se, cheirou-o de cima a baixo e, aparentemente convencido de que o homem estava morto, foi embora.

Aquele que estava em cima da árvore desceu. Curioso com a cena que viu lá de cima, perguntou ao colega: “Pareceu-me que o urso estava sussurrando alguma coisa em seu ouvido. Ele lhe disse algo?”

“Sim”, respondeu o outro. “Disse-me que não é nada sábio e sensato andar na companhia de um amigo que, no primeiro momento de perigo, me deixa na mão”.

Um amigo verdadeiro não abandona o outro nas horas de aflição. Amigo da onça é aquele que, nas horas em que mais precisamos, se afasta de nós.

O nosso melhor amigo é Jesus Cristo. Veja o que ele mesmo diz: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos se fizerdes o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, fui eu que vos escolhi” (Jo 15,13-16).

Jesus é tão amigo que nos deu sua própria Mãe. Ela é a nossa grande amiga, sempre pronta a nos socorrer com seu carinho materno.

Pe. Queiróz
Fonte: Aleteia

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Dez motivos para ler a Bíblia. Qual é o seu?

A Igreja celebra em setembro o mês da Bíblia

Aproveite este mês para ler a Bíblia, meditar com ela, permitir que seja lâmpada para os seus passos, luz para seu caminho. Considere que existam pelo menos dez razões para entrar no fascinante mundo da Sagrada Escritura.

1. Conhecer a Deus

Seria impossível sabermos algo de Deus se Ele não nos tivesse revelado. E isso Ele fez através da Sua Palavra. Por isso, para poder conhecê-Lo e criar com Ele uma relação pessoal de amor e confiança, é indispensável ler a Sua Palavra.

2. Conhecer a si mesmo

A Palavra de Deus penetra até o ponto de divisão entre a alma e o espírito (cfr. Eb 4,12). Lê-la nos permite conhecer a fundo nós mesmos. Isso sem partir da ótica humana do juízo e da condenação, mas do olhar esperançoso e misericordioso de Deus.

3. Receber luz

O salmista afirma que a Palavra é lâmpada para os passos e luz no caminho (cfr. Sl 119, 105). Tem sempre uma mensagem para iluminar a sua situação atual. Tem sempre alguma coisa de pertinente a lhe dizer; às vezes o consola, outras vezes exorta. Pode também tranquilizar, às vezes o inquieta e agita, mas pode ter certeza que lhe dá sempre aquilo de que precisa para a alma.

4. Dialogar com Deus

Tem quem acredite que rezar consiste somente em falar com Deus, porque Ele não diz nada. Mas Deus fala através da Sua Palavra. Ler a Bíblia lhe permite escutar aquilo que Ele quer dizer, para poder depois respondê-Lo, dialogar com Ele e, com a Sua graça, colocar em prática.

5. Participar da reflexão e da oração de toda a Igreja

Quando você lê os textos proclamados a cada dia na Missa, ou na Liturgia das Horas, une-se a milhões de católicos em todo o mundo que, naquele mesmo momento, estão lendo, escutando, refletindo, rezando com as mesmas palavras. Ler a Palavra lhe permite participar ativamente da unidade e universalidade da Igreja.

6. Colocar-se dentro da história da Salvação

Ler a Bíblia lhe permite descobrir como Deus se revelou ao ser humano, estabeleu uma aliança com o homem, promeu o Seu amor e a Salvação e respeitou esta promessa. Conhecer o passado lhe permite compreender o presente e vivê-lo com a alegria de saber que está fazendo parte do povo de Deus, que você é membro do Seu rebanho, ovelha do Bom Pastor.

7. Conhecer, compreender e amar a Igreja

Ler a Bíblia lhe permite conhecer a Igreja da qual faz parte para compreendê-la e amá-la mais, e se alegrar pelo fato de pertencer a ela sabendo que foi fundada por Cristo. Além do fato de que é formada por seres humanos propensos ao erro, como você e eu. A Igreja é conduzida através da história pelo Espírito de Deus.

8. Anunciar a Boa Nova

Ler a Bíblia lhe permite cumprir o mandato de Jesus de ir ao mundo todo e anunciar a Boa Nova (cfr. Mc 16,15). Apenas conhecendo a Escritura é possível compartilhar a Sua luz com outros.

9. Conhecer e defender a fé

São Paulo diz que cada texto da Escritura é útil para ensinar (cfr. 2Tm 3,16). Conhecer a Bíblia lhe permite enfrentar quem ataca a sua fé católica e respondê-los não somente com clareza, mas também com argumentações sólidas.

10. Viver com liberdade e alegria

Ler a Bíblia lhe dá liberdade e alegria. A liberdade daqueles que vivem a alegria de ter abandonado a imobilidade das trevas e caminham em direção Daquele que é a Luz. A alegria de saber que Ele está contigo todos os dias, até o fim do mundo, e a alegria de anunciá-Lo aos outros, como pede o Papa Francisco.

Eis aí dez motivos, são apenas os primeiros dez. Leia a Bíblia e você irá descobrir que existem tantos outros.
Fonte: Aleteia