terça-feira, 9 de setembro de 2014

Orientação:
                                  Um cristão acredita em horóscopo?

topicUm verdadeiro cristão não acredita em horóscopo. Ainda que se trate de uma das práticas supersticiosas mais difundidas em nossa sociedade, o horóscopo não serve para predizer os futuros atos livres das pessoas. Além disso, o futuro não é efeito dos movimentos ou posições dos astros. O Catecismo da Igreja Católica é taxativo ao afirmar que os horóscopos devem ser rejeitados. Sim, o Catecismo da Igreja Católica afirma que “todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas”. Pois bem, entre as variadas formas de adivinhação, o Catecismo menciona as seguintes: “recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente ‘reveladoras’ do futuro. A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenômenos de vidência, o recurso aos ‘médiuns’, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele” (CIC 2116). Querer conhecer o futuro é pretender ser igual a Deus – pretensão tão soberba quanto absurda. Devemos confiar nossa vida à Providência divina, confiar em Deus como o Pai que Ele é. Mas a consulta aos horóscopos não deve ser rejeitada somente “porque a Igreja diz”: existem outros motivos. Primeiramente, devemos dizer que a crença em horóscopos é perigosa; é quase como acreditar em outra religião. Existem pessoas que tentam nos fazer acreditar que não somos livres, mas que estamos determinados em tudo pelo nosso signo do zodíaco. Não seria a pessoa quem realiza sua própria vida, mas todo o seu agir estaria dirigido por uma força estranha proveniente das estrelas. Nada do que os horóscopos afirmam está cientificamente provado. O que dizem sobre os sagitarianos hoje, por exemplo, dirão sobre os piscianos amanhã. É triste o fato de que continuem escrevendo horóscopos; mas pior ainda é saber que existem pessoas que acreditam em tudo o que leem. O que se pode fazer no campo da educação, particularmente na formação espiritual? É preciso instruir a inteligência e a consciência. O horóscopo é efeito da antiga astrologia, não da astrologia natural, que é mãe da astronomia; trata-se da astrologia judiciária, que se empenhava em descobrir a influência dos astros sobre o destino dos homens e das coisas. Neste sentido, é preciso situá-lo dentro do fenômeno mais amplo das “artes da adivinhação”, entre as quais a adivinhação do que ocorreria a cada hora tinha muito peso entre os persas e os egípcios (“oros-scopeo” significa “horas-olhar”). Os antigos astrólogos observavam o universo a cada hora, cada dia, cada período, esperando encontrar nisso desde a previsão do clima até as causas ou os avisos sobre os acontecimentos sociais, bélicos, religiosos ou sanitários. Também é preciso analisar os traços históricos da astrologia e reconhecer seus efeitos na cultura. A astrologia judiciária se dividiu, às vezes, em vários setores: a mundial, que vê os processos na história e na política; a genética ou individual, para predizer os acontecimentos pessoais; a horária ou de consultório, que busca a resposta, mediante consulta, para perguntas concretas de pessoas interessadas. É evidente que a predição prospectiva, a análise dos resultados que dependem de variáveis observáveis, mais do que adivinhação, é predição e previsão, com mais ou menos grau de probabilidade. Assim acontece com o tempo atmosférico ou com a evolução de uma doença. Mas a predição do que ocorre por causas livres é evidentemente um engano, uma predição jogando ao azar, ao cálculo de probabilidades, que é o que acontece nas casas lotéricas e na maior parte dos prognósticos humanos. Finalmente, convém também ensinar cada pessoa a se desfazer de superstições e crenças que possam prejudicar a convivência. Tal pode ser o cultivo de atitudes deterministas ou fatalistas, sejam teológicas (Deus decide tudo sem nós), biológicas (o corpo tem mecanismos cegos e irresistíveis) ou sociológicas (o homem depende das suas circunstâncias). Evitar isso também é ajudar a lutar pela liberdade na vida e, portanto, trabalhar pela conquista do amor como dom que os homens podem vivenciar. Por isso, é importante ajudar todos a defender-se dos que propagam os horóscopos, que são adivinhadores e astrólogos que geralmente pretendem viver explorando a credulidade dos ingênuos e buscando ganhar dinheiro à custa disso. A atitude da Igreja com relação aos horóscopos sempre foi de condenação sem paliativos. A Igreja sempre condenou e rejeitou todo o relativo a adivinhação, espiritismo e cultivo de crenças vãs. Recordou sempre que o mundo foi criado por Deus e se rege pelas leis naturais e pelos cuidados especiais da Providência. Em tempos antigos, já houve sínodos e concílios, como o de Toledo (ano 400) e o de Braga (em 561), que rejeitaram frontalmente o culto ou cultivo da astrologia. Para viver, as pessoas precisam de esperança, serenidade, algo em que apoiar-se. Os que acreditam que Deus é providente e reconhecem que tudo o que acontece é porque Ele quer ou permite, não precisam de outros apoios. Os que não têm esse eixo fundamental em seu pensamento buscam, com mais ou menos afinco, segundo sua cultura e sua sensibilidade, os caminhos do azar, da aventura, para esconder suas desventuras, sobretudo quando se sentem em perigo ou são desconfiados. “Mundus vult decipi”, diziam os antigos, isto é, “o mundo quer ser enganado”.
Por Aleteia

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Mês da Bíblia 2014: Evangelho de Mateus

Neste ano de 2014, vamos ler o Evangelho de Mateus. O lema para o Mês da Bíblia, desta vez, é "Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que eu ordenei a vocês!" (Mt 28,19-20)
Acolhemos o Evangelho de Mateus como a Nova Lei de Deus que Jesus nos trouxe. Mateus a redigiu na forma de cinco livros, como se fosse um novo Pentateuco. Os livros querem nos inserir na nova e eterna aliança realizada por Jesus, que disse: "Não pensem que eu vim abolir a lei e os Profetas. Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento" (Mt 5,17). Queremos aprofundar esta proposta como a formação necessária para nós que queremos seguir Jesus, sendo suas/seus discípulas/os e missionárias/os.
Fonte: Cebi
Juventude da Diocese de Guarapuava se prepara para mais um DNJ

A juventude da Diocese de Guarapuava já está se preparando para celebrar o Dia Nacional da Juventude (DNJ), que este ano trás como lema “Feitos para sermos livres e não escravos”, que faz referência à luta contra o tráfico humano, que motivou a Campanha da Fraternidade deste ano “Fraternidade e Tráfico Humano”.
10634120_646983832075520_653878770457493111_oCom esse lema os grupos irão refletir em seus encontros preparatório para o DNJ, sobre diversas práticas cotidianas de nossa sociedade, que escravizam o ser humano e o priva de ser livres, conforme a vontade de Deus, o subsidio está disponível para fazer download no blog do Setor Juventude  http://setorpuava.blogspot.com.br.
 
Esse ano o Dia Nacional da Juventude na Diocese de Guarapuava será celebrado nos decanatos, mas todos no mesmo dia 19 de Outubro. Devido à distribuição das paróquias do decanato Pinhão o evento será realizado juntamente com decanato Centro.
A organização do dia ficará sob a responsabilidade de cada decanato, que tem um padre assessor da juventude, decanato Centro padre Rogério; decanato pinhão padre Jean; decanato Laranjeiras padre Joaquim e decanato Pitanga padre Adalto e o mesmo deverá articular uma equipe para organizar o dia festivo.
Locais já definidos para o DNJ:
Decanato Centro e Pinhão as atividades irão iniciar às 9 horas da manhã na Paróquia e Catedral Nossa Senhora de Belém.
Decanato Pitanga a cidade de Rosário do Ivaí vai acolher os jovens para celebrarem o seu dia na paróquia Nossa Senhora do Rosário com as atividades iniciando às 8 horas.
Decanato Laranjeiras o responsável Decano é o padre Joaquim.
Fonte: Diopuava

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

88 - Sou católico e estou na universidade! E agora?


Bispos emitem mensagem sobre Reforma Política no Brasil
 
Brasília, 29 de agosto de 2014
Mensagem sobre a Reforma Política
 
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, atenta à sua missão evangelizadora e à realidade do Brasil, reafirma sua convicção, como muitos segmentos importantes da sociedade brasileira, de que urge uma séria e profunda Reforma Política no País. Uma verdadeira reforma política melhorará a realidade política e possibilitará a realização de várias outras reformas necessárias ao Brasil, por exemplo a reforma tributária.
Esclarecemos que este Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política não está vinculado a nenhum partido político, tão pouco a nenhum candidato a cargos políticos eletivos, embora não haja restrição do apoio de bons políticos do Brasil.
Várias tentativas de reforma política foram feitas no Congresso Nacional e todas foram infrutíferas. Por isto, estamos empenhados numa grande campanha de conscientização e mobilização do povo brasileiro com vistas a subscrever o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática, nº 6.316 de 2013, organizado por uma Coalizão que reúne uma centena de Entidades organizadas da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Movimento contra a Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Plataforma dos Movimentos Sociais.
O Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática se resume em quatro pontos principais: 1) O financiamento de candidatos; 2) A eleição em dois turnos, um para votar num programa o outro para votar numa pessoa; 3) O aumento de candidatura de mulheres aos cargos eletivos; 4) Regulamentação do Artigo 14 da Constituição com o objetivo de melhorar a participação do povo brasileiro nas decisões mais importantes, através do Projeto de Lei de Iniciativa Popular, do Plebiscito e do Referendo, mesclando a democracia representativa com a democracia participativa.
Durante Semana da Pátria, refletiremos sobre nossa responsabilidade cidadã. Animamos a todas as pessoas de boa vontade a assinarem o Projeto de Lei que, indubitavelmente, mudará e qualificará a política em nosso País. A Coalizão pela Reforma Política e a coordenação do Plebiscito Popular coletarão assinaturas e votos, conjuntamente. Terminada a Semana da Pátria, cada iniciativa continuará o seu caminho.
Trabalharemos até conseguirmos ao menos 1,5 milhões de assinaturas a favor desta Reforma Política.
“No diálogo com o Estado e com a sociedade, a Igreja não tem soluções para todas as questões específicas. Mas, juntamente com as várias forças sociais, acompanha as propostas que melhor correspondam à dignidade da pessoa humana e ao bem comum. Ao fazê-lo, propõe sempre com clareza os valores fundamentais da existência humana, para transmitir convicções que possam depois traduzir-se em ações políticas” (Evangelii Gaudium, 241).
A Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do Brasil, suplicamos que leve a Jesus as necessidades de todos os brasileiros. E Ele, com toda certeza, nos atenderá. “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5).
 
Por: CNBB

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O lugar privilegiado para o encontro com Jesus são os nossos pecados – o Papa na Missa em Santa Marta nesta quinta-feira
Na Missa na Casa de Santa Marta na manhã desta quinta-feira o Papa Francisco deixou claro que o lugar certo e privilegiado para nos encontrarmos com Jesus são os nossos pecados.
S. Paulo numa passagem do texto aos Coríntios propõe que duas são as coisas de que ele se pode vangloriar – afirmou o Papa Francisco: os seus pecados e Cristo crucificado. A força transformadora da Palavra de Deus parte desta consciência. Por isso – continuou o Santo Padre – Paulo diz-nos que quem “se julga sábio à maneira deste mundo, torne-se louco para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus.”
“Paulo diz-nos que a força da Palavra de Deus, aquela que muda o coração, que muda o mundo, que nos dá esperança, que nos dá vida, não é a sabedoria humana: não está no bem falar e dizer as coisas com inteligência humana. Não. Aquela é loucura – diz ele.”
“Ele próprio diz: ‘Eu apenas me vanglorio dos meus pecados’. Escandaliza, isto. E depois numa outra passagem diz: ‘Eu apenas me vanglorio em Cristo e neste Crucifixo.’ A força da Palavra de Deus está no encontro entre os meus pecados e o sangue de Cristo, que me salva. E quando não existe aquele encontro, não há força no coração. Quando se esquece aquele encontro, não há força no coração. Quando se esquece aquele encontro que tivemos na vida, tornamo-nos mundanos, queremos falar das coisas de Deus com linguagem humana, e não serve: não dá vida.”
Também Pedro, no Evangelho do milagre dos peixes – continuou o Santo Padre – faz a experiência de encontrar Cristo. Ajoelha-se a Seus pés e confessa-se pecador. Neste encontro entre Cristo e os meus pecados está a salvação.
“O lugar privilegiado para o encontro com Jesus Cristo são os próprios pecados. Se um cristão não é capaz de se sentir pecador e salvo pelo sangue de Cristo e por este Crucifixo é um cristão a meio caminho, é um cristão tépido. E quando nós encontramos Igrejas decadentes, quando nós encontramos paróquias decadentes, instituições decadentes, seguramente que os cristãos que estão ali nunca encontraram Jesus Cristo. A força da vida cristã e a força da Palavra de Deus está precisamente naquele momento onde eu, pecador, encontro Jesus Cristo e aquele encontro vira a vida, muda a vida... E dá-te a força de anunciar a salvação aos outros.”
O Papa Francisco concluiu a sua homilia sugerindo algumas questões: “Sou capaz de dizer ao Senhor que sou pecador não em teoria, mas confessando o pecado concreto? Sou capaz de acreditar que Ele com o seu sangue salvou-me do pecado e deu-me uma vida nova? Tenho confiança em Cristo? (RS)

Fonte: Radio Vaticano

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Por que dedicar um mês à Bíblia?

No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos estabeleceu setembro como o “mês da Bíblia” por várias razões importantes
 
Este mês foi escolhido, porque o grande São Jerônimo, que traduziu a Bíblia do hebraico e grego para o latim, tem sua memória litúrgica celebrada no dia 30 de setembro. Ele foi secretário do grande Papa São Dâmaso (366-384), que o incumbiu dessa grande obra chamada “Vulgata”, por ser usada em toda a parte. São Jerônimo levou cerca de trinta e cinco anos fazendo essa tradução nas grutas de Belém, vivendo a oração e a penitência ao lado da gruta onde Jesus nasceu. O santo disse que “desconhecer as Escrituras é desconhecer o próprio Cristo”. Ele nos deixou um legado de grande amor às Sagradas Escrituras. E possuía grande cultura literária e bíblica, sabia grego, latim e hebraico.
552988_10150891189914632_1488104833_nA Sagrada Escritura é alimento para a nossa alma e fonte de vida. Jesus conhecia profundamente a Bíblia. Mais do que isso: Ele a amava e se guiava por suas palavras. Isso é o suficiente para que todos nós façamos o mesmo. Na tentação do deserto, quando o demônio investiu contra o Senhor, Ele o rebateu com as palavras da Escritura. Quando o tentador pediu que Ele transformasse as pedras em pães para provar Sua filiação divina, Jesus lhe disse: “O homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor” (Dt 8,3c).
Quando o tentador exigiu que Ele se jogasse do alto do templo, Jesus lhe respondeu: “Não provocareis o Senhor vosso Deus” (Dt 6,16a). E quando satanás tentou fazer com que Cristo o adorasse, ouviu mais uma vez a Palavra de Deus: “Temerás o Senhor, teu Deus, prestar-lhe-ás o teu culto e só jurarás pelo seu nome” (Dt 6,13). O demônio foi vencido e se afastou, porque não tem poder diante da Palavra de Deus.
Não é sem razão que São Pedro disse: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (2 Pd 1,20-21).
A importância do mês da Bíblia é que o povo brasileiro a conheça melhor e seja motivado a estudá-la com mais profundidade, uma vez que não é fácil compreendê-la, especialmente o Antigo Testamento. A Bíblia não é um livro de ciência, mas sim de fé. Utilizando os mais diversos gêneros literários, ela narra acontecimentos da vida de um povo guiado por Deus, quatro mil anos atrás, atravessando os mais variados contextos sociais, políticos, culturais, econômicos, entre outros. Por isso, a Palavra de Deus não pode sempre ser tomada ao “pé da letra”, literalmente, embora muitas vezes o deva ser. “Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica” (2 Cor 3,6c), disse São Paulo.
Portanto, para ler a Bíblia de maneira adequada, exige-se, antes de tudo, o pré-requisito da fé e da inspiração do Espírito Santo na mente, sem o que a interpretação da Escritura pode ser comprometida. Mas é preciso também estudá-la, fazer um curso bíblico, entre outros.
A Carta aos Hebreus diz que “a Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma A carta aos hebreus diz que “a Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12).
“Vossos preceitos são minhas delícias.
Meus conselheiros são as vossas leis.” (v. 24)
“O único consolo em minha aflição
É que vossa palavra me dá vida.” (v. 50)
“Quão saborosas são para mim vossas palavras,
mais doces que o mel à minha boca.” (v. 103)
“Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos. E uma luz em meu caminho.” (v. 105)
“Encontro minha alegria na vossa palavra,
Como a de quem encontra um imenso tesouro.” (v.162)espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12).
Para que a Palavra de Deus seja eficaz em nossa vida, precisamos, pela fé, acreditar nela e colocá-la em prática objetivamente. Em outras palavras, precisamos obedecê-la, pois, ao fazer isso, estaremos obedecendo ao próprio Senhor.
Mas nem sempre a Bíblia é fácil de ser interpretada pelas razões já expostas. É por isso que Jesus confiou a interpretação dela à Igreja Católica, que o faz por meio do Sagrado Magistério, dirigido pela cátedra de Pedro (o Papa) e da Sagrada Tradição Apostólica, que constitui o acervo sagrado de todo o passado da Igreja e de tudo quanto o Espírito Santo lhe revelou e continua a fazê-lo no presente. (cf. Jo 14, 15.25; 16, 12-13).
A alma da Igreja é o Espírito Santo dado em Pentecostes; por isso a Igreja não erra na interpretação da Bíblia, e isso é dogma de fé. Jesus mesmo lhe garantiu isso: “Quando vier o Paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16,13a).
Embora seja feita de homens, santos e também pecadores, a Igreja Católica tem a garantia de não errar na interpretação dos assuntos da fé. Entretanto, ela não despreza a ciência; muito pelo contrário, a valoriza tremendamente para iluminar a fé e entender a revelação.
O Vaticano possui a “Pontifícia Academia de Ciências”; em Jerusalém está a Escola Bíblica que se dedica a estudar exegese, hermenêutica, línguas antigas, geologia, história antiga, paleontologia, arqueologia e tantas outras ciências, a fim de que cada palavra, cada versículo e cada texto da Bíblia sejam interpretados corretamente. É a fé caminhando junto com a ciência. Tudo isso para que possamos dizer como o salmista, no Salmo 118:
“Vossos preceitos são minhas delícias.
Meus conselheiros são as vossas leis.” (v. 24)
“O único consolo em minha aflição
É que vossa palavra me dá vida.” (v. 50)
“Quão saborosas são para mim vossas palavras,
mais doces que o mel à minha boca.” (v. 103)
“Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos. E uma luz em meu caminho.” (v. 105)
“Encontro minha alegria na vossa palavra,
Como a de quem encontra um imenso tesouro.” (v.162)
Fonte: Prof. Felipe Aquino, membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II