sexta-feira, 11 de julho de 2014

Papa aos jovens: “Não se pode desperdiçar a vida dando voltas”

 
papa-francisco-O Papa Francisco realizou no último sábado uma visita pastoral na região de Molise, na Itália. Ao encontrar-se com os jovens da diocese de Abruzzo e de Molise, o Papa fez um discurso cheio de esperança: De um lado, estejam à procura daquilo que realmente conta, que permanece estável no tempo e é definitivo, estejam em busca de respostas que iluminem a mente de vocês e aqueça o coração não somente no espaço de uma manhã ou por um breve trecho de estrada, mas para sempre. A sociedade de hoje e seus modelos culturais, por exemplo, a ‘cultura do provisório’, não oferecem um clima favorável para a formação de escolhas de vida estáveis com laços sólidos, construídos numa rocha do amor, de responsabilidade, mas na areia da emoção do momento. Hoje escolho isso, amanhã aquilo, mas, vou para onde o vento sopra; ou quando acaba meu entusiasmo, minha vontade, inicio outro caminho. E assim se dá voltas pela vida, como num labirinto! O caminho não é o labirinto. Não se pode desperdiçar a vida dando voltas. Todavia, caros jovens, o coração do ser humano aspira coisas grandes, valores importantes, amizades profundas, laços que se reforçam nas provações da vida, ao invés de romper-se. O ser humano aspira amar e ser amado: essa é a nossa aspiração mais profunda. A cultura do provisório não exalta a nossa liberdade, mas nos priva do nosso verdadeiro destino, das metas mais verdadeiras e autênticas. É uma vida em pedaços. É triste chegar a uma certa idade, olhar o caminho que fizemos e descobrir que foi feita em diferentes pedaços, sem unidade, sem definição: tudo provisório.
Não deixem que lhes seja roubado o desejo de construir na vida de vocês coisas grandes e sólidas! É isso que nos leva adiante. Não se contentem com pequenas metas! Aspirem à felicidade, tenham coragem, a coragem de sair de vocês mesmos, de arriscar plenamente o futuro de vocês junto a Jesus. Ele nos ama definitivamente, escolheu-nos definitivamente, doou-se definitivamente a cada um de nós. É nosso defensor e irmão mais velho e será nosso único juiz.
Tenham coragem e esperança também ao enfrentar as dificuldades derivantes dos efeitos da crise econômica. A coragem e a esperança são dotes de todos, mas, em particular, dos jovens: coragem e esperança.
Fonte: diopuava

terça-feira, 8 de julho de 2014

 
FESTA DE SAO PEDRO:
 BENÇAO DE CARROS
7 ANOS DE SACERDOCIO DO PADRE FERNANDO
 
 










 
Encontro do Clero 2014
 
Tema: Doutrina Social da Igreja
 
  
Encontro do Clero 2014 004
 
Encontro do Clero 2014 011

CNBB publica Estudo sobre a participação dos leigos na Igreja e na sociedade

CristosLeigos_Estudos107 300x300Foi publicado pelas Edições CNBB o texto de Estudos nº 107 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Tema prioritário aprovado durante 52ª Assembleia Geral da Conferência, realizada em Aparecida (SP), de 30 de abril a 9 de maio, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade” pretende animar o laicato na compreensão de sua atuação como sujeitos eclesiais nas diversas realidades em que se encontram inseridos. Ainda no título, encontra-se a passagem do Evangelho de São Mateus, que convida os discípulos de Jesus serem “Sal da Terra e Luz do Mundo” (cf. Mt 5, 13-14).
 O texto, baseado no método ver-julgar-agir, divide-se em três capítulos: “O Mundo Atual: Esperanças e Angústias”, “O Sujeito eclesial: Cidadãos, Discípulos e Missionários”, e “A ação Transformadora na igreja e no Mundo”.
De acordo com o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, os leigos são “mulheres e homens que ajudam na construção do Reino da verdade e da graça, do amor e da paz; que assumem serviços e ministérios que tornam a Igreja consoladora, samaritana, profética, serviçal, maternal”.
Para o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, o texto de estudos quer restabelecer o sentido da vida e da existência. “Todo cristão leigo e leiga tem um papel decisivo também na Igreja, presente no seu testemunho de vida e coerência de se apaixonar por Jesus Cristo. E nesta paixão, neste amor, no seguimento a Ele, buscar também caminhos para transformar a sociedade”, afirmou.
A expectativa da Comissão Episcopal para o Laicato é que o texto seja estudado nas dioceses para receber novas contribuições e, depois, surja um documento que traduza a razão da presença dos leigos na Igreja e na sociedade.
A publicação pode ser adquirida pelo site www.edicoescnbb.com.br ou pelo televendas (61) 2193-3019.
Estão disponíveis no site da CNBB uma sugestão de estudo do texto e uma ficha de emendas para envio das contribuições.v

Fonte: CNBB

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Curiosidades do Papa Francisco

  • No livro ”O Jesuita”, conto de quando eu tinha uma namorada aos 17 anos. E menciono isso também em O céu e a Terra, o volume que escrevi com Abrahan Skorka. No seminário uma jovem fez-me perder a cabeça por uma semana. Eram coisas de jovens. Falei com o meu confessor (o Papa dá um grande sorriso).
 
    papa-francisco
  • O último filme que vi foi La vita è bella, de Benigni. E antes tinha visto La strada de Fellini.
 
  • Nunca partilhei a ideologia marxista, porque não é verdadeira, mas conheci tantas pessoas honestas que professavam o marxismo.
 
  • Uma senhora viúva, de oitenta anos, que tinha perdido o filho, escreveu-me. E agora telefono-lhe uma vez por mês. Ela fica feliz. Eu comporto me como sacerdote. Gosto disto.
 
  • Gosto de estar no meio das pessoas, com quem sofre, ir às paróquias. Não gosto de interpretações ideológicas, de uma certa mitologia do Papa Francisco. Como por exemplo, quando se diz que ele saiu de noite do Vaticano para ir dar de comer aos desabrigados na via Ottaviano. Nunca me veio à mente. Sigmund Freud dizia, se não erro, que em cada idealização há uma agressão. Pintar o Papa como uma espécie de super-homem, uma espécie de celebridade, parece-me ofensivo. O Papa é um homem que ri, chora, dorme tranquilo e tem amigos com todos. Uma pessoa normal.
 
  • Na realidade eu não tenho saudades (da Argentina). Gostaria de ir visitar a minha irmã, que está doente, a última de nós cinco. Gostaria de a ver, mas isto não justifica uma viagem à Argentina:telefono-lhe e isto é suficiente. Não penso de ir antes de 2016. porque na América Latina já estive no Rio. Agora tenho que ir à Terra Santa, à Ásia e depois à África.
 
  • Os confrontos fraternos e abertos (entre as pessoas da Igreja, como cardeais e teólogos) fazem crescer o pensamento teológico e pastoral. Não tenho receio disso, aliás, é o que procuro.
 
  • (Estou lendo) Pietro e Maddalena de Damiano Marzotto sobre a dimensão feminina da Igreja. Um Livro muito bonito.
 
Fontes: Trechos da entrevista do Papa Francisco ao jornal italiano Corriere della ser / L’Osservatore Romano, n. 2304/8-9