segunda-feira, 26 de maio de 2014

ORAÇÃO:
EU NÃO TENHO MAIS MEDO DE NADA

A mais dura das guerras é a guerra contra si mesmo.
É preciso chegar até desarmar-se.
Tenho lutado nesta guerra durante anos.
Foi terrível. Mas hoje estou desarmado.
Não tenho mais medo de nada, porque o amor lança fora o temor.
Estou desarmado da vontade de ter razão, de
justificar-me, desqualificando os outros.
Não estou mais em guarda, à defensiva,
ciumentamente crispado sobre minhas riquezas.
Acolho e partilho.

 
Não estou apegado, particularmente às minhas
idéias, aos meus projetos. Se alguém me
apresenta outras melhores, aliás, não só
melhores, mas simplesmente boas, aceito-as sem mágoa.
Renunciei ao comparativo.
Aquilo que é bom, verdadeiro, real, é sempre o melhor para mim.
Por isso, eu não tenho mais medo.
Quando não se tem nada, não se tem mais medo.
Se estamos desarmados, despojados, abertos ao
Deus-Homem, que faz novas todas as coisas.
Ele apaga o passado ruim, e nos traz um tempo novo
onde tudo é possível.
 
Patriarca Atenágoras
No Memorial do Holocausto, Papa Francisco evoca a tragédia do homem desfigurado que pretende ser deus. Senhor, misericórdia!

 
Especialmente intenso e comovente foi a visita feita ao Memorial de Yad Vashem, em que se recordam todas as vítimas do Holocausto dos Judeus. Acompanhado pelo Presidente Shimon Peres e pelo Primeiro ministro Netanyau, o Santo Padre participou numa cerimónia invocativa da tragédia que constituiu o extermínio do milhões de judeus na II Grande Guerra, incluindo algumas leituras, cantos religiosos e orações.
Nas sentidas palavras que pronunciou, o Papa partiu da pergunta que o Senhor dirige a Adão, no livro do Génesis: “Onde estás?”.

Onde estás, ó homem, onde foste parar? Neste memorial do Holocausto, ouvimos ressoar esta pergunta, onde está toda a dor do Pai que perdeu o filho. Este grito – onde estás? – ressoa aqui perante a tragédia incomensurável do Holocausto, como uma voz que se perde num abismo!
Homem, quem és? Não te reconheço? Em quem te tornaste? De que horrores foste capaz? … Quem te contagiou a presunção de te apoderares do bem e do mal? Quem te convenceu que eras deus? …
Da terra levanta-se um gemido submisso: Tende piedade de nós, Senhor! … Escutai a nossa oração! Salvai-nos pela vossa misericórdia! Salvai-nos desta monstruosidade! … Nunca mais, nunca mais!

Adão, onde estás? Eis-nos aqui, Senhor, com a vergonha daquilo que o homem, criado à vossa imagem e semelhança, foi capaz de fazer. Lembrai-Vos de nós, na vossa misericórdia?
Fonte: Radio Vaticano

 


sexta-feira, 23 de maio de 2014



“Um cristão sem alegria ou não é cristão ou está doente” – Papa em Santa  Marta

Um cristão sem alegria ou não é cristão ou está doente – esta a mensagem principal do Papa Francisco na missa desta quinta-feira em Santa Marta.Desenvolvendo a sua homilia a partir do Evangelho do dia em que Jesus afirma: ‘Assim como o Pai me tem amor, assim Eu vos amo a vós. Permanecei no meu amor’. No capítulo 15 de S. João, Jesus diz-nos algo de novo – afirmou o Papa Francisco – ‘não só amai, mas permanecei no meu amor’:
“A vocação cristã é isto: permanecer no amor de Deus, ou seja, respirar, viver daquele oxigénio, viver daquele ar. Permanecer no amor de Deus.” – sublinhou o Papa Francisco. “Mas como é o amor de Jesus?” – perguntou o Santo Padre:
“É um amor que vem do Pai. A relação de amor entre Ele e o Pai é também uma relação de amor entre Ele e nós.” – afirmou o Papa.
E quando nós permanecemos no amor, os Mandamentos vêm por si, naturalmente, vêm do amor. E o amor leva-nos a cumprir os Mandamentos – continuou o Santo Padre que considerou ser a alegria a marca de um cristão que vive e permanece no amor de Deus:
“A alegria, que é como a marca do cristão. Um cristão sem alegria ou não é cristão ou está doente. A saúde cristã! A alegria. Mesmo na dor, nas tribulações e perseguições.”E quem nos dá esta alegria é o Espírito Santo, o grande esquecido das nossas orações – observou o Papa Francisco que exortou os cristãos a pedirem ao Senhor que nos dê a graça de “conservar sempre o Espírito Santo em nós, que nos ensina a amar, que nos enche de alegria e que nos dá a paz.” (RS)

Fonte: Radio Vaticano